Método

Cinco erros comuns ao implementar um sistema de custeio

Depois de anos a ajudar organizações a implementar o TDABC e outras metodologias de custeio, identificámos vários erros recorrentes que podem comprometer até os projetos de custeio mais bem-intencionados. Eis as cinco armadilhas mais comuns e como evitá-las.

Cost and Profitability Consulting · 150+ modelos desde 2010 · TDABC

Em síntese

Cinco erros comuns que minam um sistema de custeio TDABC ou ABC, e como evitá-los desde o início para obter rentabilidade fiável por cliente e produto.

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1. Querer alcançar uma precisão perfeita desde o primeiro dia

Muitas organizações adiam a sua iniciativa de custeio porque querem que cada estimativa de tempo seja exata ao segundo. Esta busca da perfeição é inimiga do progresso. Os modelos de TDABC devem ser construídos de forma iterativa. Comece com estimativas razoáveis, assentes em observação e entrevistas. O modelo estará aproximadamente certo, o que é infinitamente mais útil do que os números rigorosamente errados que o custeio baseado no volume produz. Pode refinar as estimativas ao longo do tempo, à medida que valida os resultados face à realidade.

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2. Fazer disto um projeto só do departamento financeiro

Um modelo de custeio construído de forma isolada pelo departamento financeiro não terá credibilidade junto das operações. Envolva os responsáveis de departamento e as equipas de terreno na construção das equações de tempo. Conhecem o trabalho melhor do que ninguém e a sua adesão é essencial para que o modelo seja credível e sirva de base à ação.

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3. Construir demasiado detalhe demasiado cedo

Existe a tentação de modelar todas as variações possíveis logo de início. Resista a ela. Comece pelas principais atividades e indutores de custo. Pode acrescentar granularidade em iterações posteriores, assim que perceber que áreas mais beneficiam de detalhe adicional. Um modelo com 10 grupos de recursos bem compreendidos vale mais do que um com 50 grupos em que metade das estimativas de tempo são suposições.

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4. Não ligar as conclusões às decisões

O modelo de custeio mais sofisticado do mundo não vale nada se as suas conclusões não conduzirem à ação. Antes de construir o modelo, identifique as decisões concretas que ele vai apoiar. Vai informar o pricing? A gestão da carteira de clientes? A melhoria de processos? A afetação de recursos? Desenhe o modelo para responder a estas perguntas e estabeleça uma cadência regular para rever os resultados com quem decide.

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5. Negligenciar a manutenção do modelo

Um modelo de TDABC é uma ferramenta viva, não um exercício pontual. Os processos mudam, os custos evoluem e surgem novos produtos ou serviços. Defina um modelo claro de responsabilidade e um calendário de atualização. Ferramentas modernas como o CostCTRL tornam a manutenção muito mais simples, mas alguém tem ainda de assumir a responsabilidade de manter as equações de tempo e as taxas de custo atualizadas.

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