Ir para o conteúdo
Diagnóstico · Rentabilidade

Porque é que o seu ERP não mostra a rentabilidade real.

O seu ERP regista a receita por cliente e o custo da mercadoria que ele comprou, e depois para na linha da margem bruta. Tudo o que torna um cliente mais barato de servir do que outro, o picking, as encomendas pequenas e urgentes, os pedidos especiais, as devoluções, as chamadas de apoio, fica nos custos indiretos e é repartido por igual por toda a gente. É por isso que uma DR de aspeto saudável pode esconder, em silêncio, relações que dão prejuízo em cada encomenda.

O que o ERP lhe mostra

Rigoroso, até onde vai

  • Receita por cliente, produto e encomenda
  • Custo da mercadoria vendida
  • Margem bruta por linha
  • Volumes, preços, descontos
O que reparte e esconde

O custo de servir

  • Tempo de picking e embalamento por encomenda
  • O custo real das encomendas pequenas e urgentes
  • Devoluções, retrabalho e notas de crédito
  • Apoio, gestão de conta, pedidos especiais

A armadilha da repartição dos indiretos

Um ERP tem de pôr os custos indiretos algures, por isso usa uma regra simples: repartir como percentagem das vendas, por unidade, ou por linha de encomenda. Essa regra é fácil de correr e quase sempre errada. Assume que uma encomenda grande planeada e uma minúscula urgente consomem a operação em proporção da sua receita. Não consomem. A encomenda pequena prende o mesmo picking, conferência e expedição, por vezes mais, por uma fração do valor. Faça a média desse custo por toda a gente e faz duas coisas ao mesmo tempo: cobra a mais aos clientes eficientes e subsidia os caros, tudo enquanto o relatório parece perfeitamente razoável.

CADA CLIENTE, POR DIMENSÃO E MARGEM REAL

Ilustrativo. Depois de atribuído o custo de servir, aparece a imagem que o ERP não consegue desenhar: contas rentáveis acima da linha e um aglomerado de contas mais pequenas que caem abaixo dela, em prejuízo.

O ERP não está errado. Está apenas a responder a outra pergunta: o que vendemos, e não o que nos custou servir.

Um modelo de custo de servir não substitui o ERP nem exige mudar de sistema. Assenta por cima, pega na receita e no custo da mercadoria que o ERP já regista, acrescenta os dados de atividade e tempo que o ERP nunca guardou, e atribui o custo operacional aos clientes e produtos que de facto o causaram. O resultado é a mesma DR, aberta o suficiente para se gerir.

Perguntas frequentes

Porque é que o meu ERP não mostra a rentabilidade por cliente?
Um ERP foi feito para registar transações, não para atribuir o custo de servir. Regista com rigor a receita e o custo da mercadoria por cliente e depois para. O custo operacional que difere de cliente para cliente, picking, encomendas pequenas, pedidos especiais, devoluções, apoio, fica nos custos indiretos e é repartido por uma regra grosseira, como uma percentagem das vendas. Por isso dois clientes com a mesma margem bruta parecem iguais mesmo quando um custa três vezes mais a servir.
Um modelo de custo de servir substitui o meu ERP?
Não. Assenta por cima dele. O ERP continua a ser o sistema de registo das transações e do custo da mercadoria. Um modelo de custo de servir pega nesses factos, acrescenta os dados de atividade e tempo que o ERP não guarda, e atribui o custo operacional aos clientes e produtos que o causaram. São complementares, não concorrentes.
Com que sistemas ERP é que isto funciona?
Com todos. Trabalhamos a partir das exportações que o seu sistema já produz, SAP, Microsoft Dynamics, Sage, Oracle NetSuite, Infor ou um sistema feito à medida. O modelo não se liga nem depende de um ERP em particular, e é por isso que se constrói depressa e se atualiza a partir de extrações mensais.
A margem bruta não chega para gerir a rentabilidade?
A margem bruta diz que o produto é vendido acima do seu custo. Não diz nada sobre quão caro esse cliente é de servir. Um cliente com margem bruta saudável pode na mesma dar prejuízo depois de contadas as encomendas pequenas frequentes, as devoluções e o apoio. Gerir só pela margem bruta protege sistematicamente as relações mais caras.

O que é que o seu ERP está a esconder?

O Profit Check aponta onde a rentabilidade real está escondida no seu negócio, em 12 a 15 minutos, sem carregar dados.

Duração
12 a 15 minutos
Recebe
Pontuação, 7 dimensões, referência do sector
Preço
Grátis, sem email
Fazer o Profit Check

Prova

Um distribuidor na Nova Zelândia. €1,335M de custo de servir tornado visível, depois reduzido a metade, e 830 clientes deficitários reduzidos a 295.

Ler o estudo de caso →

Com quem vai falar

Miguel Guimarães, Sócio-fundador

A trabalhar em custos e rentabilidade há mais de 25 anos. Lecionou ao lado do Professor Robert S. Kaplan na conferência de CFOs em Amesterdão (2009).

Ligue +351 910 313 731

Workshops13 Oct · PortoReservar lugar

Miguel Guimarães

Revisto por

Miguel Guimarães

Sócio-fundador, Cost and Profitability Consulting

Mais de 150 projetos de Time-Driven ABC em 11 setores desde 2010, dentro do enquadramento de Kaplan e Anderson.

Sobre o autor →

Publicado

M
Pergunte-nos o que quiser
costuma responder em minutos
Olá. Respondo aqui mesmo às perguntas rápidas sobre custo, método e prazos. Para algo específico do seu negócio, passo-o a um especialista no WhatsApp.
Grátis. Sem voltas de robô. Direto a um especialista.
Mais lidos
  1. 1De Custos a Lucros - Workshop Prático TDABC + CostCtrl + IA Brasil - 25-26 Agosto 2026
  2. 2A Curva da Baleia
  3. 3Eventos (PT)
  4. 4Comece Aqui: Um Guia do Site
  5. 5Workshop TDABC Presencial Lisboa - 15 Outubro 2026
  6. 6Workshop TDABC Presencial Porto - 13 Outubro 2026
  7. 7Análise Custo-Volume-Resultado (CVR) e Ponto Crítico
  8. 8Como um distribuidor reduziu para metade um custo de servir oculto
  9. 9Análise de Custo de Servir
  10. 10Valor do Tempo de Vida do Cliente (CLV) na Análise de Rentabilidade