Em oito horas, um gestor financeiro que chega convencido de que o seu custeio é “suficientemente bom” sai quase sempre com uma lista de três ou quatro produtos, clientes ou linhas de serviço que tem andado a subsidiar discretamente durante anos. Essa mudança — de acreditar nos números para os interrogar — é o que o nosso workshop de TDABC foi concebido para produzir. É isto que os participantes levam consigo ao fim de um único dia.

Como transformar uma DR confusa num modelo de custos funcional

A maioria dos participantes chega com uma demonstração de resultados que lhes diz que a empresa ganhou dinheiro no ano passado e quase nada sobre onde esse dinheiro foi gerado ou perdido. A primeira parte do workshop é tradução prática: pegar em categorias de custo reais — salários, depreciação, renda, software, logística — e agrupá-las em pools de recursos que reflectem o funcionamento real do negócio.

Os participantes aprendem a separar o custo da capacidade do custo da actividade. Um departamento que custa €500.000 por ano e tem capacidade prática para 8.000 horas de trabalho tem uma taxa de custo de capacidade de cerca de €62,50 por hora. Esse número, que quase ninguém calcula antes do workshop, torna-se a base de tudo o resto.

Porque as equações de tempo vencem as entrevistas intermináveis

A objecção clássica ao custeio baseado em actividades é que demora meses de entrevistas e inquéritos a construir e fica obsoleto no momento em que termina. O TDABC elimina esse estrangulamento. Em vez de perguntar aos colaboradores que percentagem do tempo dedicam a cada tarefa, estima-se quanto tempo demora cada actividade e deixa-se o modelo fazer as contas.

No workshop, os participantes constroem ao vivo a sua primeira equação de tempo: um tempo base para uma transacção normal, mais incrementos para o que torna algumas transacções mais caras — uma encomenda urgente, uma configuração não padrão, um cliente novo que precisa de acompanhamento. Ao almoço, a maioria já tem uma equação funcional para um dos seus próprios processos e vê de imediato como a complexidade puxa o custo para cima.

Onde se escondem as suas margens reais

A tarde é quando a sala fica em silêncio. Com um modelo a funcionar, os participantes aplicam-no aos seus próprios dados de clientes ou produtos e constroem uma curva da baleia — o lucro acumulado traçado do mais para o menos rentável. Quase sempre, a curva sobe bem acima dos 100% do lucro total antes de uma longa cauda de contas não rentáveis a puxar para baixo.

É este o momento para o qual o workshop foi concebido. Um cliente que parece saudável ao nível da receita pode ser profundamente não rentável quando se carrega o custo de o servir: as encomendas pequenas, as devoluções, os pedidos especiais, os pagamentos lentos. Os participantes saem capazes de apontar para contas específicas e dizer, com evidência, “esta está a custar-nos dinheiro”.

Como agir sobre o que o modelo revela

Insight sem acção é apenas um gráfico interessante. O bloco final foca-se em decisões: que clientes deficitários reprecificar, quais re-servir através de um canal mais barato e quais deixar partir. Trabalhamos a diferença entre cortar um custo e remover a procura que o gera — porque despedir um cliente não remove automaticamente a capacidade que estava a ser usada para o servir.

Os participantes aprendem também a apresentar isto a um conselho de administração ou a um colega céptico. Uma curva da baleia é persuasiva precisamente por ser construída a partir dos números da própria empresa, não de um benchmark ou de uma suposição de consultor.

O que não precisa de ter antes de começar

A razão mais comum para adiar um projecto de custeio é a crença de que é preciso ter dados perfeitos primeiro. O workshop desmonta essa ideia. Não precisa de um novo ERP, de um data warehouse, nem de um ano de registos limpos. Precisa de figuras aproximadas de capacidade, de uma estimativa razoável dos tempos de actividade e da vontade de refinar à medida que avança. Um modelo aproximado que aponta na direcção certa vale mais do que um modelo perfeito que nunca chega a ser construído.

É essa a verdadeira lição ao fim de oito horas: a visibilidade da rentabilidade não é a compra de um software nem um projecto de consultoria de vários meses. É uma forma de pensar que pode começar a aplicar na segunda-feira de manhã.

Quer experimentar? O nosso próximo workshop online de TDABC realiza-se a 30 de Junho e 1 de Julho de 2026. É prático, constrói um modelo com a sua própria lógica e sai com um método que pode usar de imediato. Veja os próximos workshops e inscreva-se aqui.