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Margem de contribuição vs custo de servir: porque precisa das duas.

A margem de contribuição diz-lhe o que sobra depois do custo variável do que foi vendido. O custo de servir diz-lhe quanto custa de facto cumprir as encomendas desse cliente. Um cliente pode mostrar uma margem de contribuição saudável e na mesma dar prejuízo depois de atribuído o custo de servir, e é exatamente por isso que as duas pertencem juntas, e não separadas.

Margem de contribuiçãoCusto de servir
O que medeO que sobra depois do custo variável da mercadoria.Quanto custa cumprir as encomendas do cliente.
O seu focoO produto, e o que o cliente compra.A relação, e como o cliente compra.
O que pode falharEncomendas pequenas, devoluções, apoio, urgência, manuseamento especial.Nada de operacional, por desenho, mas precisa de dados de atividade.
De onde vemDireto da DR e do ERP.Construído atribuindo custo de atividade com TDABC.
Para que serveUm piso: nunca vender abaixo do custo variável.Um alvo: o resultado líquido real de um cliente.

Onde as duas divergem

Concordam quando os clientes compram de forma simples e parecida, e separam-se no momento em que o comportamento varia. Imagine dois clientes com receita idêntica e margem de contribuição idêntica. Um faz uma única encomenda mensal planeada. O outro faz trinta encomendas pequenas e urgentes, devolve um décimo delas e liga ao apoio duas vezes por semana. A margem de contribuição diz que são o mesmo cliente. O custo de servir diz que um é um lucro tranquilo e o outro uma fuga lenta. Gira só pela primeira métrica e nunca verá a diferença.

As duas, numa DR de cliente
Da receita à linha que importa
Receita100
− Custo da mercadoria−62
Margem de contribuição38
− Custo de servir (picking, transporte, devoluções, apoio)−41
Contribuição líquida do cliente−3

Ilustrativo. Uma margem de contribuição de 38 por cento torna-se um pequeno prejuízo líquido depois de atribuído o custo de servir. A DR padrão para na linha da contribuição e nunca mostra o último passo.

A margem de contribuição é o piso que tem de ultrapassar. O custo de servir é o alvo que tem mesmo de acertar.

Stacked cost bars for three customers against their revenue. The third looks good on product cost alone but its service costs exceed revenue. Illustrative data. custo do produto picking, entrega, suporte devoluções e retrabalho receita Cliente A Cliente B Cliente C custos acima da receita ilustrativo
O custo do produto é só o princípio: o comportamento de serviço decide a margem real.

Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre margem de contribuição e custo de servir?
A margem de contribuição é a receita menos o custo variável do que foi vendido, normalmente o custo da mercadoria. Mede o produto. O custo de servir é o custo operacional de cumprir as encomendas desse cliente: picking, embalamento, transporte, apoio, devoluções e administração. Mede a relação. A margem de contribuição pode parecer saudável enquanto o custo de servir transforma o cliente, em silêncio, num prejuízo.
Um cliente pode ter boa margem de contribuição e na mesma dar prejuízo?
Sim, e é comum. Um cliente que compra produtos de margem alta mas faz muitas encomendas pequenas e urgentes, com devoluções frequentes e muito apoio, pode mostrar uma margem de contribuição forte e um resultado líquido negativo depois de atribuído o custo de servir. A margem de contribuição nunca vê o modo como o cliente compra, só o que compra.
Devo fazer preços pela margem de contribuição ou pelo custo de servir?
Pelos dois. A margem de contribuição define o piso: nunca vender abaixo do custo variável da mercadoria. O custo de servir define o alvo real: o preço, o padrão de encomenda ou as condições de serviço que deixam uma contribuição líquida genuína depois de servir o cliente. Fazer preços só pela margem de contribuição subcusta sistematicamente os clientes mais caros de servir.
Como é que a margem de contribuição e o custo de servir se encaixam numa DR de cliente?
Comece pela receita, subtraia o custo da mercadoria para obter a margem de contribuição, depois subtraia o custo de servir atribuído para obter a contribuição líquida do cliente. Essa última linha é a que diz se a relação cria ou destrói valor, e é a linha que uma DR padrão nunca mostra.

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Com quem vai falar

Miguel Guimarães, Sócio-fundador

A trabalhar em custos e rentabilidade há mais de 25 anos. Lecionou ao lado do Professor Robert S. Kaplan na conferência de CFOs em Amesterdão (2009).

Ligue +351 910 313 731

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Miguel Guimarães

Revisto por

Miguel Guimarães

Sócio-fundador, Cost and Profitability Consulting

Mais de 150 projetos de Time-Driven ABC em 11 setores desde 2010, dentro do enquadramento de Kaplan e Anderson.

Sobre o autor →

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