A tabela é a mesma para todos. O custo não é.
Dois pacientes com o mesmo código de procedimento podem custar ao hospital valores que diferem pela metade. Tempo de permanência, tempo de sala, o implante escolhido, as complicações, os retornos. O rateio por absorção (step-down) achata tudo isso numa média de departamento. O custeio orientado ao tempo reconstrói o procedimento um recurso de cada vez, para que o número que você defende numa negociação com o pagador seja o número que ele de fato custou.
O rateio tradicional por absorção distorce o custo de um procedimento hospitalar em 20 a 40 por cento, porque o overhead do hospital, bem acima de 100 por cento do custo direto, é espalhado por médias em vez de pelo uso real. O TDABC (Time-Driven Activity-Based Costing) custeia cada etapa da jornada do paciente, pré-operatório, sala, permanência, terapia e retorno, multiplicada por uma taxa de custo de capacidade por recurso. O resultado é um custo por procedimento preciso o bastante para defender em negociações de reembolso.
Referências que expõem a média
- 20 a 40% de distorção no custo do procedimento causada pelo rateio por absorção.
- Cerca de 1/3 de diferença de custo entre as versões aberta e endoscópica do mesmo procedimento codificado.
- Por caso, o custo medido do jeito que o reembolso é pago, e não como média de departamento.
O direcionador de custo é a jornada, não o código
O rateio por absorção espalha o overhead do hospital pela razão entre custo e valores cobrados, de modo que casos de alto overhead e baixo toque são supercusteados, e casos de longa permanência e alto toque são subcusteados. Dois pacientes agendados sob o mesmo código podem ficar meia custo distantes, e a diferença não é aleatória: agrupa-se em torno de complicações, tempo de permanência e escolha do implante. Uma diferença de custo de cerca de um terço entre a versão aberta e a endoscópica do mesmo procedimento é invisível sob uma média de departamento, mesmo que ambas carreguem o mesmo código.
Custos de jornada documentados no setor abrangem ordens de grandeza, de algumas centenas para uma única etapa a dezenas de milhares para um caso complexo de múltiplos níveis. Uma média esconde essa dispersão. O custeio por jornada a expõe, que é a única forma de geri-la. Para uma prótese de joelho, por exemplo, equipe clínica e implantes dominam o custo; com a tabela fixa, proteger a margem exige saber qual bloco está se movendo em cada caso, e por quê.
Some cada etapa, à sua taxa real
Um custo de procedimento é a soma de cada etapa da jornada multiplicada pela sua taxa de custo de capacidade: avaliação pré-operatória, tempo de sala com toda a equipe clínica e a estrutura, permanência na enfermaria pela taxa de diária, sessões de fisioterapia, consultas de retorno, mais o implante. Como cada termo é direcionado pelo que o caso de fato consumiu, o custo se move com o caso, e não com o departamento.
- Mapeie a jornada. Pré-operatório, sala, enfermaria, terapia, retorno, com a equipe e os equipamentos que cada etapa usa.
- Defina uma taxa de custo de capacidade. Custo por minuto de cada recurso à capacidade prática, 80 a 85 por cento da teórica, para que o tempo ocioso não fique sepultado na taxa.
- Custeie cada etapa. Minutos consumidos vezes a taxa, mais consumíveis e implantes. O caso carrega o que de fato usou.
- Compare com a tabela. Custo real contra o reembolso, caso a caso, para que a conversa com o pagador se apoie num número defensável.
Um custo defensável muda a negociação
O reembolso é pago por caso, então o único custo útil é medido por caso. Um custo no nível da jornada é preciso o bastante para levar a uma negociação com o pagador e para decidir quais jornadas redesenhar, em vez de depender de uma média de departamento que não é verdadeira para ninguém. Essa disciplina segue o método TDABC, e a plataforma CostCtrl executa os cálculos por etapa e por jornada.
Perguntas frequentes
- Como se calcula o custo real de um procedimento?
- Custeie cada etapa da jornada do paciente, pré-operatório, sala, permanência, terapia e retorno, usando uma taxa de custo de capacidade por recurso, e some consumíveis e implantes. O rateio por absorção sozinho distorce a cifra em 20 a 40 por cento, porque o overhead hospitalar, bem acima de 100 por cento do custo direto, é espalhado por médias em vez de pelo uso real.
- Por que dois pacientes com o mesmo código custam valores diferentes?
- Tempo de permanência, tempo de sala, escolha do implante e complicações diferem. O código do procedimento é idêntico; o consumo de recursos não. Dentro do mesmo código, o custo no nível do caso pode variar pela metade, e os casos caros se agrupam em torno de complicações, longa permanência e implante, em vez de surgirem ao acaso.
- Por que um custo por procedimento defensável importa?
- O reembolso é pago por caso, então o único custo útil é medido por caso. Um custo no nível da jornada é preciso o bastante para levar a uma negociação com o pagador e para decidir quais jornadas redesenhar, em vez de depender de uma média de departamento que não é verdadeira para ninguém.
- O que domina o custo de um procedimento?
- Depende da jornada. Numa prótese de joelho, equipe clínica e implantes dominam; num caso clínico prolongado, o tempo de permanência pesa mais. Com a tabela fixa, proteger a margem exige saber qual bloco de custo está se movendo em cada caso, e por quê, algo que só o custeio por jornada revela.
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