Ir para o conteúdo
Brasil

TDABC por indústria: um método, muitas equações de tempo

O TDABC (custeio baseado em atividade e tempo) custeia o trabalho do jeito que ele realmente acontece: minutos de recurso consumidos por cada pedido, procedimento, entrega ou chamado. O método é o mesmo em qualquer setor. O que muda é a equação de tempo, que descreve o chão de fábrica, o ciclo de atendimento clínico, o armazém ou a mesa de atendimento. Este guia mostra como o TDABC aterrissa em cada indústria em que trabalhamos.

Em resumo

TDABC é o método de custeio que atribui custos com apenas dois parâmetros: a taxa de custo da capacidade prática de cada recurso e uma equação de tempo por transação. Por isso ele viaja bem entre setores: a matemática é constante, a operação que ela mede é que muda. Na indústria, a equação descreve minutos de máquina e de setup; na saúde, o ciclo de atendimento do paciente; na logística, a entrega; em TI e serviços financeiros, o custo de servir cada conta.

Por que isso importa

Por que o mesmo método muda de forma em cada setor?

No Brasil, a maioria das empresas ainda distribui custos indiretos por rateio sobre faturamento ou volume. O resultado é uma margem média que não descreve nenhum cliente, nenhum produto e nenhum serviço em particular. O TDABC substitui esse rateio por uma pergunta simples: quanto tempo de qual recurso cada transação consome, e quanto custa cada minuto desse recurso na capacidade prática.

Os dois parâmetros são universais. A equação de tempo, não: ela precisa descrever a operação real. Um pedido urgente demora mais que um pedido padrão; um paciente com comorbidades consome mais minutos de enfermagem; uma entrega em zona remota custa mais que uma entrega na capital. É por isso que um modelo TDABC bem construído é sempre um modelo específico do setor, e é por isso que organizamos este índice indústria por indústria.

Indústria e logística

Como o TDABC funciona na indústria e na logística?

Manufatura e indústria de transformação. No chão de fábrica, as equações de tempo capturam minutos de máquina, tempo de setup, tamanho de lote e retrabalho. O modelo revela o custo real de cada produto e de cada pedido, incluindo a complexidade que o custeio padrão dilui: lotes pequenos, trocas de formato, sequenciamento. Veja como aplicamos em rentabilidade na indústria.

Logística, portos e transporte. No armazém e no transporte, a equação de tempo descreve recebimento, separação, expedição e entrega: minutos por linha de pedido, por parada, por quilômetro em rota difícil. O TDABC mostra o custo por entrega e por cliente, e expõe a capacidade ociosa da frota e do armazém. O detalhe está em TDABC para portos e logística.

Saúde

O que o TDABC revela na saúde?

A saúde é o setor onde o TDABC ganhou mais tração acadêmica e prática: é o método que Kaplan e Porter recomendam desde 2011 para medir o custo real de um ciclo de atendimento. Em vez da média da diária hospitalar, o modelo custeia o caminho do paciente: consulta, exames, cirurgia, internação, reabilitação, cada etapa com seus minutos de equipe, sala e equipamento.

Para hospitais e operadoras brasileiras, isso significa custo por paciente e por linha de cuidado, comparável com a remuneração recebida. Começamos por custos em saúde com TDABC e aprofundamos em custo por paciente.

Serviços

E em serviços de TI e serviços financeiros?

Serviços de TI e digitais. Aqui o recurso caro é gente qualificada. As equações de tempo custeiam horas de entrega, chamados de suporte, deploys e gestão de conta, e revelam a utilização real da capacidade de cada squad. O resultado é margem por contrato e por conta, não só por linha de receita. Veja rentabilidade em serviços de TI.

Serviços financeiros. Bancos, cooperativas e financeiras têm milhares de transações padronizadas: abertura de conta, análise de crédito, cobrança, atendimento. O TDABC custeia cada processo e cada produto pela capacidade que consome, e mostra quais segmentos de clientes sustentam a operação. O detalhe está em rentabilidade em serviços financeiros.

Educação e setor público

O TDABC também serve fora do setor privado?

Sim, e com vantagem. Universidades e instituições de ensino usam o TDABC para custear cursos, turmas e serviços de apoio, e para decidir portfólio com base em custo real por aluno, não em rateio por matrícula. Veja custos em educação e universidades.

Órgãos públicos e estatais aplicam o método para custear serviços ao cidadão e justificar orçamentos por atividade, com transparência que o rateio tradicional não oferece. O ponto de partida está em custos no setor público.

Por onde começar

Por onde começar o primeiro modelo?

A regra é a mesma em qualquer setor: comece pequeno e com dados que já existem. Um piloto de escopo fechado, uma unidade ou uma linha de negócio, roda com exportações do ERP e dos sistemas operacionais que a sua equipe já sabe gerar: faturamento, pedidos, folha por área, razão contábil. Em 4 a 6 semanas o modelo mostra custo e lucratividade por cliente, produto ou serviço, e a capacidade ociosa de cada área.

Exemplo ilustrativo: uma indústria com 2.000 itens ativos começa pelo modelo de uma planta; um hospital começa por uma linha de cuidado; uma transportadora, por uma filial. O método é validado no pequeno e depois estendido. Se quiser o passo a passo, veja como construir o primeiro modelo TDABC.

Perguntas frequentes

Perguntas frequentes

O que é TDABC?

Time-Driven Activity-Based Costing, desenvolvido por Robert Kaplan e Steven Anderson, é o custeio baseado em atividade e tempo. Ele usa dois parâmetros: o custo por minuto de cada recurso na capacidade prática e uma equação de tempo por transação. Substitui o ABC baseado em entrevistas por um modelo alimentado por dados operacionais.

Como o TDABC muda de indústria para indústria?

Os dois parâmetros são universais, mas a equação de tempo é específica de cada operação: minutos por unidade no chão de fábrica, por procedimento na clínica, por entrega na logística, por chamado em TI. Por isso o modelo é sempre desenhado sobre a operação real, com as pessoas que a conhecem.

Preciso de software novo para aplicar TDABC?

Não para começar. O primeiro modelo roda com exportações do ERP e dos sistemas operacionais: faturamento, pedidos, folha por área e razão contábil. Plataforma especializada só entra se você quiser rodar o modelo de forma recorrente, todo mês, sem retrabalho.

Qual indústria tem mais a ganhar com TDABC?

As que combinam custos indiretos altos com grande variedade de clientes, produtos ou serviços: distribuição, indústria com mix amplo, saúde, logística e serviços com uso intensivo de gente. Nesses setores, o rateio tradicional esconde diferenças enormes de custo entre transações aparentemente iguais.

Veja também

Veja também

Quer saber se um modelo TDABC se pagaria na sua operação? Comece pelo Profit Check gratuito: em poucos minutos você vê onde a sua empresa provavelmente está perdendo margem e se um piloto faz sentido para o seu setor.

Prova

Um distribuidor na Nova Zelândia. €1,335M de custo de servir tornado visível, depois reduzido à metade, e 830 clientes deficitários reduzidos a 295.

Ler o estudo de caso →

Com quem você vai falar

Miguel Guimarães, Sócio-fundador

Trabalhando com custos e lucro há mais de 25 anos. Apresentou o caso de cost-to-serve da Damco no Managing for Profit (Amsterdã RAI, dezembro de 2009), no mesmo programa que Robert S. Kaplan.

Ligue +351 910 313 731

Workshops

Do custo ao lucro, em dois turnos.

Workshop online para o mercado brasileiro. TDABC, CostCtrl e IA, com um modelo que sai pronto.

Reservar vaga
Miguel Guimarães

Revisto por

Miguel Guimarães

Sócio-fundador, Cost and Profitability Consulting

Mais de 150 projetos de Time-Driven ABC em 11 setores desde 2010, dentro do enquadramento de Kaplan e Anderson.

Sobre o autor →

Publicado

M
Pergunte-nos o que quiser
costuma responder em minutos
Olá. Respondo aqui mesmo às perguntas rápidas sobre custo, método e prazos. Para algo específico do seu negócio, passo-o a um especialista no WhatsApp.
Grátis. Sem voltas de robô. Direto a um especialista.
Mais lidos
  1. 1A Curva da Baleia: onde ganha e perde lucro
  2. 2O Custo da Capacidade Ociosa
  3. 3Workshops e treinamentos TDABC - sessões públicas ou in-company
  4. 4Alternativa ao Acorn
  5. 5Custo para servir no varejo | Loja e canal
  6. 6Rentabilidade para Private Equity
  7. 7Lucratividade de Clientes: quem da lucro de verdade
  8. 8Custo para Servir: o custo escondido de cada cliente
  9. 9Custeio TDABC: o que é e por que importa
  10. 10Custeio por Ordem vs Custeio por Processo