Brasil

Rentabilidade em serviços financeiros: a margem real por cliente, produto e canal

Em banco e seguradora, o produto é informação, e o custo de movimentar essa informação varia muito. Dois clientes podem gerar a mesma receita e custar dezenas de vezes mais um que o outro para serem atendidos. Uma taxa de custo média esconde essa diferença. O custeio TDABC coloca um número em cada transação, canal e cliente, para você enxergar quais relações sustentam a instituição e quais a drenam em silêncio.

Em resumo

Em serviços financeiros, o custo unitário de servir um cliente varia de 5 a 10 vezes em torno da média, conforme a intensidade de uso. Uma conta atendida de forma eletrônica e uma conta processada manualmente podem faturar o mesmo e custar mundos diferentes. O TDABC atribui custo por meio de uma taxa de custo da capacidade e de equações de tempo, dando a margem real por cliente, produto e canal, sem pesquisas internas e sem médias que enganam.

Onde o custo dói no setor

Onde o custo dói no setor

Os números já existem. Eles apenas ficam diluídos numa média. O custo unitário de atender varia de 5 a 10 vezes em torno da média, conforme a intensidade de uso. Uma única taxa de custo média, que é o padrão do setor, está errada para quase todo cliente que ela toca. Entre os pontos de dor mais comuns estão:

  • Contas de baixo saldo que custam caro: um cliente com pouco saldo pode consumir tanto atendimento e processamento quanto um cliente grande, corroendo a margem sem que ninguém perceba.
  • Canal manual contra canal digital: uma transação feita no balcão custa muito mais do que a mesma transação feita no aplicativo, mas a média cobra as duas pelo mesmo valor.
  • Exceções, disputas e chamados: cada reclamação, estorno ou exceção consome tempo caro de back-office que raramente é alocado ao cliente que o gerou.
  • Carga de compliance e risco: conheça-seu-cliente, prevenção à lavagem, análise de crédito e controles regulatórios pesam de forma muito desigual entre relações.
Por que a média engana no banco e no seguro

Por que a média engana no banco e no seguro

Quando a instituição olha só para uma taxa de custo média, ela presume que todos os clientes consomem recursos de forma parecida. Na prática, uma divisão que serve cem contas de atacado de forma eletrônica e outra que serve milhares de contas de varejo no balcão podem registrar exatamente a mesma receita e ter custos de operação separados por mais de cem vezes. Esse é um padrão ilustrativo de setor, mas o mecanismo é real.

O custeio tradicional ABC não escala nesse volume: pesquisar centenas de funcionários todo mês e esperar mais de um mês por um relatório foi justamente a origem do TDABC. O método nasceu porque o ABC clássico entrou em colapso dentro de uma grande instituição financeira. O que faltava era um método que sobrevivesse ao volume de transações e ainda desse a margem real por cliente.

O custo dos canais: agência contra digital

O custo dos canais: agência contra digital

O mesmo pedido de serviço custa valores muito diferentes conforme o canal. Uma transação eletrônica pode consumir meio minuto de capacidade; a mesma operação feita manualmente na agência pode consumir dezoito vezes mais. Uma taxa média espalha esse custo por igual e precifica todo canal de forma errada.

Enxergar o custo por canal muda decisões concretas: quais serviços incentivar no digital, quanto realmente custa manter uma operação de balcão, e como desenhar tarifas que reflitam o esforço real de atendimento. Não se trata de empurrar todos para o app, e sim de saber o preço verdadeiro de cada canal antes de decidir.

Como o TDABC dá a margem real

Como o TDABC dá a margem real

O TDABC trabalha com dois parâmetros e nenhuma pesquisa interna: uma taxa de custo da capacidade por grupo de processamento ou de atendimento, e equações de tempo que descrevem como cada transação, canal e cliente consome tempo. Os direcionadores que importam aqui são o canal da transação (manual ou eletrônico), a taxa de exceções e disputas, a intensidade de chamados, a complexidade do produto e a carga de risco e compliance da relação.

Com esses dois parâmetros, você constrói o custo de servir cada conta e, além disso, separa a capacidade ociosa: o que a instituição paga mas não usa. Some o custo real de servir ao custo do produto e à receita de cada cliente, e a margem real por cliente, por produto e por canal aparece, sem médias que enganam e sem fechamento de mais de um mês.

Exemplo ilustrativo com o conjunto de dados CaP

Exemplo ilustrativo com o conjunto de dados CaP

Considere um padrão ilustrativo de setor com duas divisões de uma mesma instituição. Ambas registram vendas praticamente idênticas. À primeira vista, parecem igualmente valiosas.

Quando aplicamos o custo real de servir, a história muda. A Divisão A serve cem contas de atacado de forma eletrônica: seu custo de cobrança fica na casa baixa dos milhares por ano, e ela contribui com lucro saudável. A Divisão B serve milhares de contas de varejo de forma manual, com muitas exceções e chamados: seu custo de cobrança sobe para a casa dos milhões por ano, mais de cem vezes maior sobre a mesma receita. Essas contas de varejo de alto atendimento são exatamente o tipo que aparece na cauda da curva da baleia, onde o valor é destruído depois que o custo de servir é totalmente carregado. Todos os números aqui são ilustrativos.

Como avançar

Como avançar

Conhecer a margem real por cliente, produto e canal abre opções concretas: reprecificar contas de baixo saldo que custam caro, migrar serviços de alto volume para canais eletrônicos, cobrar de forma justa por exceções e disputas, alocar corretamente os custos de back-office e compliance, e redesenhar a oferta para relações que hoje dão prejuízo. O objetivo não é dispensar clientes, e sim alinhar o preço e as condições ao custo real de servi-los. O TDABC usa dados que a instituição já tem, no ERP e nos dados financeiros e operacionais, sem projeto de muitos meses.

Perguntas frequentes

Perguntas frequentes

Por que o custo de servir varia tanto entre clientes em serviços financeiros?

Porque o produto é informação, e o custo de movimentá-la depende do canal, do volume de transações, da taxa de exceções, da intensidade de chamados e da carga de compliance. Por isso o custo unitário varia de 5 a 10 vezes em torno da média.

Como o TDABC calcula a margem real por cliente e por canal?

Ele define uma taxa de custo da capacidade por grupo de atendimento e equações de tempo que medem quanto tempo cada transação e cada canal consome. Multiplicando tempo por taxa, cada conta recebe um custo realista, e a margem por cliente, produto e canal fica visível.

Por que o custeio ABC tradicional não funciona no volume de um banco?

Porque o ABC clássico exige pesquisar centenas de funcionários todo mês e leva mais de um mês para gerar um relatório. Nesse volume ele entra em colapso. O TDABC foi criado justamente para resolver isso, sem pesquisas e com fechamento em poucos dias.

Preciso de um sistema novo para começar?

Não. O TDABC usa os dados que a instituição já tem no ERP e nos dados financeiros e operacionais: transações, canais, chamados e disputas. Começa leve e escala conforme a leitura de margem se aprofunda.

M
Ask us anything
usually replies in minutes
Hi. I can answer the quick questions about cost, method and timing right here. For anything specific to your business, I'll hand you to Miguel on WhatsApp.
Free. No bot loops. Straight to a person.