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Brasil

Lucratividade no varejo: por produto e por loja

No varejo, o faturamento engana. Uma loja movimentada e um produto que vende muito parecem ser os heróis do negócio, até você medir o que cada um realmente deixa de lucro. Com TDABC, o varejo descobre quais SKUs e quais lojas dão lucro e quais drenam o resultado em silêncio.

O essencial

A lucratividade no varejo mede o lucro real por SKU e por loja depois de distribuir corretamente os custos de operação, logística e atendimento. Vendas altas não significam lucro alto. O TDABC mostra que uma fração dos produtos e das lojas costuma gerar a maior parte do resultado, enquanto uma cauda longa destrói margem.

Faturamento alto não é lucro alto

Faturamento alto não é lucro alto

A armadilha do varejo é confundir giro com lucro. Um SKU de baixo preço que sai em grande quantidade ocupa espaço de gôndola, exige reposição constante, gera ruptura e ocupa o caixa. Quando você aloca esses custos de operação, o lucro daquele produto pode ser mínimo ou negativo.

O mesmo vale para lojas. Uma loja com faturamento alto mas em ponto caro, com muita perda e equipe grande, pode lucrar menos do que uma loja menor e enxuta. A planilha de vendas não conta essa história. A análise de lucratividade conta.

Lucratividade por SKU
Cumulative profit with customers ranked best to worst. The peak rises far above the final net; the tail gives the difference back. Illustrative data. lucro líquido (o que a diretoria vê) lucro na mesa pico: mais do que o líquido que sobra as contas que ganham a cauda pequena e urgente clientes ordenados por margem, do melhor ao pior ilustrativo Cumulative profit with customers ranked best to worst. The peak rises far above the final net; the tail gives the difference back. Illustrative data. pico: mais do que olíquido que sobra clientes ordenados por margem, do melhor aopior as contas que ganham a cauda pequena e urgente lucro líquido (o que a diretoria vê) lucro na mesa ilustrativo
Poucas contas criam o lucro. A cauda pequena e urgente devolve tudo.

Lucratividade por SKU

Cada SKU consome recursos diferentes: espaço, manuseio, validade, frequência de reposição. Ratear esses custos por volume bruto distorce. Um produto frágil, perecível ou de giro lento custa muito mais por unidade para gerenciar do que um produto estável de alto giro.

No dataset ilustrativo CaP, ao reorganizar os produtos por lucro real (e não por faturamento), o padrão da curva da baleia apareceu com força: um grupo pequeno de SKUs gerava o pico de lucro, enquanto uma cauda longa de itens corroía o resultado. Limpar ou reprecificar essa cauda libera margem sem perder os produtos que importam.

Lucratividade por loja

Lucratividade por loja

A análise por loja usa a mesma lógica. Custos de operação, logística de abastecimento, perdas e back-office são distribuídos pelo tempo e pelos recursos que cada loja realmente consome, não por um rateio uniforme.

No CaP ilustrativo, o lucro líquido consolidado era de R$ 736.929 (16,4%). Saudável. Mas ao abrir por unidade, o pico da curva da baleia chegava a R$ 753.137: havia lojas que geravam mais lucro do que o resultado final da rede. A diferença era engolida por unidades deficitárias. Identificar essas lojas permite agir: renegociar ponto, ajustar mix, redimensionar equipe ou, em último caso, encerrar.

Exemplo prático em R$ (CaP ilustrativo)

Exemplo prático em R$ (CaP ilustrativo)

Na rede ilustrativa CaP, a cauda de produtos e lojas deficitárias destruía cerca de R$ 16.208 de lucro. Parece pouco diante dos R$ 736.929, mas é margem que volta direto para o resultado sem nenhuma venda nova. E, mais importante, a análise mostra onde focar: dois em cada dez clientes davam prejuízo, e o mesmo padrão se repetia em produtos e lojas. A gestão deixa de decidir por intuição e passa a decidir por lucro real.

Perguntas frequentes

Perguntas frequentes

Como medir a lucratividade no varejo?

Distribuindo os custos de operação, logística, perdas e atendimento por cada SKU e cada loja conforme o que realmente consomem, e comparando com a margem que geram. O TDABC faz essa distribuição pelo tempo e pelos recursos usados.

Por que um produto que vende muito pode dar prejuízo?

Porque vender muito não cobre necessariamente o custo de manuseio, espaço, reposição e perdas daquele produto. Giro alto com margem baixa e custo operacional alto pode resultar em lucro negativo.

Como saber se uma loja dá lucro de verdade?

Alocando a ela os custos reais que consome (ponto, equipe, logística, perdas) e não um rateio médio da rede. Algumas lojas geram mais lucro do que o resultado consolidado; outras o destroem.

O que fazer com produtos e lojas que dão prejuízo?

Reprecificar, ajustar o mix, renegociar custos ou descontinuar. A análise mostra quanto cada decisão recupera de margem antes de você agir.

Prova

Uma rede de varejo. A margem estava na etiqueta. O custo estava em todo o resto.

Ler o estudo de caso →

Com quem você vai falar

Miguel Guimarães, Sócio-fundador

Trabalhando com custos e lucro há mais de 25 anos. Apresentou o caso de cost-to-serve da Damco no Managing for Profit (Amsterdã RAI, dezembro de 2009), no mesmo programa que Robert S. Kaplan.

Ligue +351 910 313 731

Workshops

Do custo ao lucro, em dois turnos.

Workshop online, aberto ao Brasil. TDABC, CostCtrl e IA, com um modelo que sai pronto.

A sessão é conduzida inteiramente em inglês. A inscrição é feita na nossa página de Portugal, em português.

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Miguel Guimarães

Revisado por

Miguel Guimarães

Sócio-fundador, Cost and Profitability Consulting

Mais de 150 projetos de Time-Driven ABC em 11 setores desde 2010, dentro do modelo de Kaplan e Anderson.

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