Brasil

Custo de capacidade de rede em telecom

Uma rede de telecomunicações é uma máquina de capacidade. Ela é construída e paga para transportar a hora mais movimentada, não a média. Ainda assim, o custo de rede é rotineiramente rateado por volume médio ou por número de assinantes, o que cobra do cliente estável de horário ocioso o mesmo que do cliente que gera o pico. O resultado é um subsídio cruzado que ninguém escolheu e um custo de capacidade ociosa que ninguém contabiliza.

Em resumo

O custo de capacidade de rede em telecom é um custo compartilhado e dirigido pelo pico, e rateá-lo por volume médio precifica errado cada assinante e cada plano. Estudos apontam que a capacidade prática é apenas 80 a 85 por cento da teórica, e a fatia ociosa quase nunca é medida. O TDABC (Time-Driven Activity-Based Costing) calcula uma taxa de custo de capacidade por recurso de rede e a atribui pelo consumo no pico via equações de tempo, tornando visível o custo da ociosidade.

O pico

A hora de pico dimensiona o custo, não o total mensal

Uma rede é dimensionada para a hora mais movimentada que precisa suportar, e o custo de capital e de operação segue esse pico. Um assinante que consome intensamente no pico, através de uma célula congestionada, custa muito mais para atender do que outro cujo total mensal idêntico está distribuído pelas horas tranquilas. O rateio por volume médio apaga essa diferença e cobra o mesmo dos dois, de modo que o cliente estável de horário ocioso subsidia o cliente pesado de pico sem que nenhum dos dois saiba.

As distorções

Quatro maneiras pelas quais o volume médio engana

  • O pico, não a média, dirige o custo. A rede é construída para a hora movimentada. Um cliente que consome pesado no pico custa muito mais do que outro com o mesmo total mensal espalhado pelas horas tranquilas, e o rateio por volume médio apaga isso.
  • A capacidade ociosa é paga integralmente. A capacidade reservada e não usada ainda custa dinheiro. Estudos apontam consistentemente que a capacidade prática é de 80 a 85 por cento da teórica, e a fatia não usada quase nunca é medida.
  • O rateio por número de assinantes pune os planos errados. Distribuir o custo de rede pela quantidade de assinantes faz planos de alto volume e fora de pico parecerem caros, e planos de baixo volume e pesados no pico parecerem baratos. O sinal de custo aponta para o lado errado.
  • Decisões de capacidade rodam sem sinal de custo. O investimento em nova capacidade é justificado por cobertura e demanda, raramente contra o custo real da capacidade que já está parada. A fatia ociosa nunca entra no business case.

Análogo ilustrativo de uma grande organização de TI, não um benchmark de telecom. O custo segue o pico que a rede foi construída para transportar, não a média que ela reporta.

A equação

Precifique a capacidade e depois contabilize a fatia ociosa

A taxa de custo de capacidade é o custo de um recurso de rede dividido pela sua capacidade prática, os 80 a 85 por cento da teórica que ele consegue de fato sustentar. Atribua essa taxa a cada plano pela demanda de pico que ele gera, some a capacidade reservada e de standby atribuível a ele, e torne explícita a parcela de capacidade não usada em vez de escondê-la numa taxa média. O custo passa a recair sobre o plano que o causou, e a fatia ociosa finalmente aparece na página.

Custo de capacidade do plano = parcela de demanda de pico x taxa de custo de capacidade por recurso + capacidade reservada / standby atribuível ao plano + parcela do custo de capacidade não usada (explícita, não escondida).

Taxa de custo de capacidade = custo da capacidade prática / capacidade prática (capacidade prática = 80 a 85 por cento da teórica). Estrutura ilustrativa, não um benchmark medido. O termo de parcela de pico e o termo explícito de capacidade ociosa são o que o rateio por volume médio esconde.

Um análogo

Precificação por capacidade de pico, de um setor adjacente

Uma grande organização de TI migrou para a precificação por capacidade de pico em vários fusos horários, cobrando dos consumidores internos pela capacidade que geravam na hora movimentada, em vez de uma média plana. A capacidade que parecia gratuita passou a ter preço, e o consumo migrou para as horas tranquilas. Uma rede de telecom é o mesmo tipo de ativo compartilhado e dirigido pelo pico, então a lógica se transfere diretamente: cobre o custo do pico que cada plano gera, não dos bytes que ele tira na média, e a fatia ociosa deixa de se esconder. Este é um análogo ilustrativo de um setor adjacente, anonimizado e com valores ajustados, não um benchmark de telecom.

O motor

Do rateio ao TDABC no CostCtrl

A taxa de custo de capacidade é o motor do TDABC: ela converte o custo de um recurso numa taxa por unidade de capacidade prática e depois o atribui pelo consumo. Com um modelo TDABC, cada plano e segmento carrega a sua parcela real de custo de rede, e o custo da capacidade ociosa torna-se um número visível, não uma média enterrada. Um motor como o CostCtrl executa esses cálculos: taxa de custo de capacidade, consumo por equações de tempo, relatório de capacidade não usada e visualizações de rentabilidade que orientam a decisão de preço. Veja também o método TDABC.

Perguntas frequentes

Perguntas frequentes

Como o custo de rede em telecom deve ser alocado?
Pela capacidade que cada plano ou segmento gera no pico, calculada por meio de uma taxa de custo de capacidade, e não por volume médio ou número de assinantes. O rateio por média cobra o mesmo do cliente estável de horário ocioso e do cliente pesado de pico.
Qual é o custo da capacidade de rede não usada?
É o custo da capacidade reservada e construída, mas não usada. Estudos apontam consistentemente que a capacidade prática é de 80 a 85 por cento da teórica, e esse custo ocioso quase nunca é medido.
Como o custeio de capacidade se relaciona com o TDABC?
A taxa de custo de capacidade é o motor do TDABC. Ela converte o custo de um recurso numa taxa por unidade de capacidade prática e depois o atribui pelo consumo, tornando visível a parcela ociosa.
Vocês têm um benchmark de custo de rede para telecom?
Não. Aplicamos o método de custeio de capacidade e evidência transversal aos dados da sua própria rede, e não um benchmark inventado.
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