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IFRS 18 em 2027: suas métricas de gestão agora precisam ser defensáveis

A IFRS 18 é aplicável aos períodos de reporte iniciados em ou após 1º de janeiro de 2027, e substitui a IAS 1. É a maior mudança em uma geração na forma como as empresas apresentam seu desempenho financeiro, e uma parte dela afeta diretamente quem reporta qualquer número de gestão: as Medidas de Desempenho da Administração.

Ficha de métodoN.º IFRS-1MDG2BR · Edição Brasil

IFRS 18 em 2027

Resposta rápida. A IFRS 18 é aplicável aos períodos de reporte iniciados em ou após 1º de janeiro de 2027, e substitui a IAS 1. É a maior mudança em uma geração na forma como as empresas apresentam seu desempenho financeiro, e uma parte dela afeta diretamente quem reporta qualquer número de gestão: as Medidas de Desempenho da Administração.

Família
Brasil
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5 min
Edições
3 edições
Autor
Miguel Guimarães
Em resumo

A IFRS 18 entra em vigor em 1º de janeiro de 2027 e substitui a IAS 1. Ela padroniza a apresentação do lucro operacional e introduz as Medidas de Desempenho da Administração (MPM), que agora precisam viver dentro das demonstrações auditadas e ser reconciliadas, linha a linha, ao subtotal IFRS mais comparável. Um modelo TDABC (Time-Driven Activity-Based Costing) torna cada linha rastreável até a atividade e o indutor, e o CostCtrl executa o cálculo que sustenta a reconciliação.

A mudança

O que muda com a IFRS 18

A IFRS 18 exige que receitas e despesas sejam classificadas em categorias definidas, operacional, de investimento, de financiamento, imposto de renda e operações descontinuadas, e padroniza como o lucro operacional é apresentado. Ela também introduz as Medidas de Desempenho da Administração (MPM, do inglês Management Performance Measures): os subtotais que a administração usa em suas comunicações públicas para transmitir sua própria visão de desempenho.

Esses números não podem mais ficar apenas em comentários não auditados. Eles precisam aparecer em uma única nota dentro das demonstrações financeiras e ser reconciliados, linha a linha, ao subtotal IFRS mais diretamente comparável. No Brasil, a IFRS 18 deverá ser incorporada ao arcabouço do CPC em substituição ao CPC 26 (equivalente da IAS 1); mantemos a numeração internacional IFRS 18 ao longo do texto.

A reconciliação

Uma medida de gestão reconciliada linha a linha

Um exemplo ilustrativo mostra o formato que a IFRS 18 passa a exigir dentro das demonstrações auditadas. Parte-se do lucro operacional, o subtotal IFRS, de R$14,2 milhões. A ele se somam de volta os ajustes que a administração exclui da sua métrica: reestruturação, R$2,1 milhões; pagamento baseado em ações, R$1,3 milhão; e amortização de intangíveis adquiridos, R$1,2 milhão. O resultado é um lucro operacional ajustado, a medida de gestão (MPM), de R$9,6 milhões.

A partir de 1º de janeiro de 2027, essa reconciliação vive dentro das demonstrações auditadas, e cada linha precisa ser rastreável até o custo atribuído que a compõe. Os valores são ilustrativos, mas o formato de reconciliação linha a linha é exatamente o que a norma passa a demandar.

O desafio

Por que isso é mais difícil do que parece

Muitas empresas publicam uma margem operacional ajustada, uma contribuição por segmento ou um número de rentabilidade real. Sob a IFRS 18, esses números passam para dentro do perímetro auditado. O auditor vai perguntar como o valor é construído, que custo está nele e se a alocação por trás dele é consistente e sustentável. Uma medida montada com ajustes de planilha e rateios de custo indireto baseados em volume é exatamente o tipo de coisa que fica desconfortável sob esse escrutínio.

A solução

Onde um modelo TDABC prova seu valor

Se as suas medidas de gestão se apoiam em um modelo de Time-Driven Activity-Based Costing (TDABC), cada número é rastreável até a atividade, a capacidade e o indutor de custo por trás dele. A reconciliação com o subtotal IFRS vira um exercício de divulgação, e não uma defesa de estimativas. O mesmo modelo que permite gerir o negócio fornece ao auditor a trilha de evidências que a norma agora exige.

Nada de cálculo paralelo criado só para a nota explicativa: é o mesmo motor de custo, usado internamente e apresentado externamente, o que garante a consistência que o auditor busca.

O prazo

2027 está perto o suficiente para começar agora

2027 está próximo o bastante para que o trabalho de colocar um modelo de custo defensável por trás das suas medidas de gestão deva começar agora. Construir pools de recursos limpos, conformar chaves e derivar indutores confiáveis leva tempo, e o ideal é ter o modelo maduro antes de a norma entrar em vigor.

Não somos o seu auditor; construímos esse modelo. O CostCtrl executa os cálculos TDABC e entrega o custo atribuído rastreável que a reconciliação da IFRS 18 exige. Veja também como o lucro por segmento se apoia no custo atribuído ou como a IAS 2 trata a capacidade normal.

Perguntas frequentes

Perguntas frequentes

Quando a IFRS 18 entra em vigor?
Ela é aplicável aos períodos de reporte iniciados em ou após 1º de janeiro de 2027, substituindo a IAS 1. É a maior mudança em uma geração na apresentação do desempenho financeiro, incluindo a classificação de receitas e despesas em categorias definidas e a padronização do lucro operacional.
O que são Medidas de Desempenho da Administração (MPM)?
São os subtotais que a administração usa em comunicações públicas para transmitir sua própria visão de desempenho, como uma margem operacional ajustada. Sob a IFRS 18, elas precisam aparecer em uma única nota dentro das demonstrações financeiras e ser reconciliadas, linha a linha, ao subtotal IFRS mais comparável.
Por que a IFRS 18 torna as métricas de gestão mais difíceis?
Porque as move para dentro do perímetro auditado. O auditor passa a perguntar como a medida é construída, que custo está nela e se a alocação por trás é consistente. Ajustes de planilha e rateios por volume ficam expostos sob esse exame.
Como o TDABC ajuda na reconciliação da IFRS 18?
Um modelo TDABC torna cada número rastreável até a atividade, a capacidade e o indutor de custo. Assim, a reconciliação com o subtotal IFRS vira divulgação, e não defesa de estimativas, e o mesmo modelo serve para gerir o negócio e para dar a trilha de evidências ao auditor.
A IFRS 18 já tem equivalente no CPC?
A IFRS 18 substitui a IAS 1, cujo equivalente brasileiro é o CPC 26. A convergência da IFRS 18 ao arcabouço do CPC deverá ocorrer antes da vigência; enquanto isso, planejar com base na numeração internacional IFRS 18 é a abordagem prudente.
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Prova

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Com quem você vai falar

Miguel Guimarães, Sócio-fundador

Trabalhando com custos e lucro há mais de 25 anos. Apresentou o caso de cost-to-serve da Damco no Managing for Profit (Amsterdã RAI, dezembro de 2009), no mesmo programa que Robert S. Kaplan.

Ligue +351 910 313 731

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Miguel Guimarães

Revisto por

Miguel Guimarães

Sócio-fundador, Cost and Profitability Consulting

Mais de 150 projetos de Time-Driven ABC em 11 setores desde 2010, dentro do enquadramento de Kaplan e Anderson.

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