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Brasil

O bench não é tempo ocioso. É custo não precificado

Toda empresa acompanha a taxa de utilização, mas a maioria trata o bench como um número a justificar, e não como um custo a alocar. A equipe que você paga é em grande parte fixa; as horas que não são faturadas não desaparecem, elas aterrissam em algum lugar. Se nunca chegam ao projeto ou cliente que as exigiu, cada engajamento parece mais barato do que é, e a alavanca que deveria elevar a margem fica invisível.

Em resumo

A capacidade prática é de 80 a 85 por cento das horas teóricas depois de retirar férias, treinamento e ramp-up. O bench é custo real, não tempo ocioso, e precisa aterrissar no trabalho que o causou. Acerte a utilização e a alavanca é poderosa: com o TDABC (Time-Driven Activity-Based Costing), um ganho de 5 pontos costuma elevar a margem operacional em 3 a 5 pontos, porque o custo da equipe é em grande parte fixo.

Por que o bench se esconde

Custear contra a capacidade errada embeleza tudo

Custeie uma equipe contra suas horas teóricas, cada minuto útil do calendário, e o custo por hora sai baixo demais, porque ninguém entrega cada minuto. Férias, treinamento, trabalho interno, administrativo e a lacuna entre projetos consomem parte dele. As horas que restam são a capacidade prática, e são a única base honesta para uma tarifa. Use o número teórico e o bench simplesmente desaparece dentro de uma tarifa que parece competitiva e não é.

Por consultorEquipe AEquipe B
Utilização faturável78%68%
Bench e não faturável22%32%
Custo recuperado pela faturaçãoAltoBaixo
Lacuna de margem operacional - −6 a −9 pts

Dez pontos de utilização entre duas equipes semelhantes podem ser de seis a nove pontos de margem operacional, uma vez que o bench aterrissa onde deve.

Como tornamos o bench visível

Precifique a capacidade e depois aloque-a

O bench só deixa de se esconder quando recebe um número e um destino. São quatro passos, todos ancorados no TDABC e na capacidade prática.

  • Meça a capacidade prática. Retire férias, treinamento, administrativo e ramp-up para obter as horas que uma equipe realmente consegue entregar. O custo por minuto vem daí, e não de um calendário cheio.
  • Precifique o bench. A lacuna entre a capacidade prática e o trabalho faturado é um número. É o custo da prontidão, e pertence aos projetos e clientes que exigem resposta rápida, e não espalhado por igual.
  • Veja por equipe. O bench raramente é uniforme. Um time o carrega; outro roda no limite. O modelo mostra onde a capacidade está genuinamente apertada e onde está silenciosamente sem financiamento.
  • Aja na alavanca. Remaneje o trabalho, requalifique ou reprecifique a prontidão que os clientes valorizam. Alguns pontos de utilização, encontrados e mantidos, movem a margem mais do que outra rodada de aumento de tarifa.

Veja também o método TDABC e a plataforma CostCtrl.

Perguntas frequentes

Perguntas frequentes

O que é capacidade prática em uma empresa de serviços?
Capacidade prática é o tempo que uma equipe consegue realmente entregar, geralmente de 80 a 85 por cento das horas teóricas depois de retirar férias, treinamento, administrativo e ramp-up. Custear contra a capacidade teórica subestima o custo real por hora e esconde o bench.
Como a utilização afeta a margem?
Um ganho de 5 pontos percentuais na utilização faturável costuma elevar a margem operacional em 3 a 5 pontos, porque o custo da equipe é em grande parte fixo e uma parcela maior dele passa a ser carregada pelo trabalho faturável. A utilização é a alavanca, mas só se você enxerga para onde vão as horas não faturadas.
O bench é sempre ruim?
Não. Parte do bench é deliberada: capacidade reservada para resposta rápida, ramp-up antes de um projeto conhecido ou competências que você está formando. O problema é o bench não precificado, tempo que nunca aterrissa no trabalho ou cliente que o exigiu, fazendo cada engajamento parecer mais barato do que é.
Como o TDABC coloca um número no bench?
O TDABC custeia cada minuto de capacidade prática, então a lacuna entre o que a equipe pode entregar e o que foi faturado surge como um valor explícito, o custo da capacidade ociosa. Esse número pode ser alocado aos projetos e clientes que exigem prontidão, em vez de diluir-se por igual.
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Prova

Um distribuidor na Nova Zelândia. €1,335M de custo de servir tornado visível, depois reduzido à metade, e 830 clientes deficitários reduzidos a 295.

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Com quem você vai falar

Miguel Guimarães, Sócio-fundador

Trabalhando com custos e lucro há mais de 25 anos. Apresentou o caso de cost-to-serve da Damco no Managing for Profit (Amsterdã RAI, dezembro de 2009), no mesmo programa que Robert S. Kaplan.

Ligue +351 910 313 731

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Miguel Guimarães

Revisto por

Miguel Guimarães

Sócio-fundador, Cost and Profitability Consulting

Mais de 150 projetos de Time-Driven ABC em 11 setores desde 2010, dentro do enquadramento de Kaplan e Anderson.

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