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Setor social · Custo por resultado

As ONGs são pressionadas a cortar despesa administrativa. Deviam medir o custo por resultado.

Nenhuma organização precisa tanto de custeio preciso quanto uma organização sem fins lucrativos, e quase nenhuma consegue usá-lo. O setor é julgado por um único número enganoso, o índice de despesa administrativa, e punido por gastar na própria capacidade que faz a missão funcionar. A saída não é comunicar melhor o overhead; é entender o que cada programa e cada resultado realmente custam.

Em resumo

O custo por resultado é o custo total das atividades que produzem uma unidade de resultado real, por exemplo uma pessoa atendida ou um aluno apoiado. Inclui a parte da despesa indireta que de fato possibilitou o resultado. É a alternativa honesta a julgar uma organização pelo seu índice de overhead, um mito rejeitado publicamente em 2013 por GuideStar, BBB Wise Giving Alliance e Charity Navigator.

A cadeia causal numa organização sem fins lucrativos: o financiamento paga atividades, as atividades produzem resultados, e o custo real de um resultado é o custo total das atividades por trás dele. Ilustrativo.

Uma organização social vive da confiança, e a confiança foi erradamente atada a um único índice. Durante anos ensinou-se os doadores a julgar instituições pelo pouco que gastam em administração, como se coordenação, tecnologia e capacitação fossem desperdício em vez da engrenagem que torna a missão possível. O efeito é perverso: as organizações competem para reportar o menor overhead, investem de menos na capacidade de que precisam, e o ciclo se repete. Os pesquisadores chamaram isso de ciclo de inanição das ONGs.

O custo por resultado quebra esse ciclo. Construído com honestidade, mostra quanto custa de verdade entregar um resultado, incluindo a capacidade indireta que o tornou possível. Com esse número, a organização compara programas com justiça, vê onde cada real faz mais bem, e mostra ao financiador o custo real do resultado que ele diz querer apoiar. Nunca pedimos a uma ONG que persiga lucro; trazemos o rigor de custeio do mundo comercial e colocamo-lo a serviço da missão.

Meça o custo por resultado, não o overhead.

Trazemos rigor de custeio comercial à sua missão, nunca o contrário.

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Um distribuidor na Nova Zelândia. €1,335M de custo de servir tornado visível, depois reduzido à metade, e 830 clientes deficitários reduzidos a 295.

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Com quem você vai falar

Miguel Guimarães, Sócio-fundador

Trabalhando com custos e lucro há mais de 25 anos. Apresentou o caso de cost-to-serve da Damco no Managing for Profit (Amsterdã RAI, dezembro de 2009), no mesmo programa que Robert S. Kaplan.

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Miguel Guimarães

Revisto por

Miguel Guimarães

Sócio-fundador, Cost and Profitability Consulting

Mais de 150 projetos de Time-Driven ABC em 11 setores desde 2010, dentro do enquadramento de Kaplan e Anderson.

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