Food & Beverage · Aprofundar

A mesma caixa custa três vezes mais à entrega pequena.

Em food and beverage, o custo de servir um cliente quase nunca está na fatura. A rota, a câmara refrigerada, a carga parcial, a segunda visita semanal, a recolha de devoluções: tudo isso é custo de servir, e uma média plana por visita dá o mesmo número a um camião completo e a meia palete. A entrega que parece mais barata na folha de cálculo é muitas vezes a que perde dinheiro em silêncio.

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Em síntese

O custo de servir em food and beverage é determinado pelo tamanho da entrega, frequência, cadeia de frio e devoluções, e não pelo produto no camião. A mesma caixa pode custar cerca de duas a três vezes mais a uma pequena entrega de loja de conveniência do que a uma conta de camião completo depois de carregados a deslocação, a carga refrigerada e a gestão de devoluções em cada paragem. Uma taxa plana por visita dilui isto na média; as equações de tempo do TDABC restauram o custo real por entrega, canal e cliente.

01Porque o custo de servir decide a margem em F&B

Baixo valor, alta frequência, muitas vezes perecível.

O custo de servir importa mais em food and beverage do que em quase qualquer outro negócio de distribuição porque o produto é de baixo valor, alta frequência e muitas vezes perecível. Uma única caixa vale pouco, por isso o custo de a movimentar não tem onde se esconder: não há margem gorda no produto para absorver uma entrega ineficiente. Entregue essa caixa diariamente, em pequenas quantidades, sob refrigeração, a uma conta que devolve o que não vende, e o custo de servir pode exceder em silêncio a margem da mercadoria. A margem neste setor faz-se ou perde-se na última milha e na linha de deduções, e uma taxa plana é cega a ambas.

01

Entregas pequenas e frequentes são o prejuízo silencioso

Uma conta de loja de conveniência que leva meia palete duas vezes por semana absorve tempo de rota e manuseio muito além do seu volume. Espalhada por igual, parece tão barata como o DC do supermercado.

02

Mudar de canal custa mais do que o produto

Um DC de retalho, uma cozinha HORECA e uma loja de conveniência são três estruturas de custo para a mesma caixa: dock-to-stock, transportada à mão por uma escada, ou micro-entregas multi-paragem.

03

A cadeia de frio não é alocada

Entregas refrigeradas e congeladas precisam de veículos com temperatura controlada, carga refrigerada e janelas mais apertadas. Uma taxa plana por caixa cobra o mesmo à entrega ambiente e à congelada.

04

As devoluções são um custo de entrega

Recolher produto fora de prazo, creditá-lo e abatê-lo é custo de servir. Anda na rota e nunca chega à linha de margem bruta.

A MESMA CAIXA, DUAS ENTREGAS

Ilustrativo. O mesmo produto, preçado pelo que cada entrega realmente consome. O camião completo e a meia palete não são o mesmo negócio.

02A equação do custo de servir

O custo segue a entrega, paragem a paragem.

O custo da entrega constrói-se a partir dos minutos que consome: deslocação à paragem, um parar-e-descarregar fixo, as pilhas refrigeradas, as unidades soltas, e o manuseio de tudo o que volta fora de prazo. Multiplique pela taxa de custo de capacidade do recurso que cada termo usa, e o custo recai sobre a entrega que o causou.

Custo de servir uma entrega = tempo de deslocação à paragem  x  taxa de custo de capacidade do motorista
  + 90 seg fixos de parar e descarregar
  + 20 seg por pilha refrigerada
  + 5 seg por unidade solta
  + tempo de gestão de devoluções  x  unidades fora de prazo
  + (sobrecusto de veículo refrigerado se temperatura controlada)

Ilustrativo. O parar-e-descarregar fixo é onde o custo por caixa de uma meia palete dispara; o termo de devoluções é onde as contas de muito desperdício se afastam.

03O custo de servir é uma alavanca, não um veredito

Repreça o serviço, não despeça o cliente.

Como padrão de setor ilustrativo, uma central leiteira regional descobriu que um conjunto de pequenas entregas auto-geridas de lojas de conveniência parecia rentável num custo plano por visita mas dava prejuízo depois de lhe atribuir tempo de rota, manuseio refrigerado e devoluções fora de prazo. A solução não foi sair mas mudar o acordo: um pequeno desconto de inventário em troca de a conta gerir a sua própria prateleira cortou as devoluções para quase nada e tornou a relação positiva. A análise de custo não matou o cliente. Repreçou o serviço. Assim que uma entrega carrega o seu custo real, um negócio pode mudar a frequência, consolidar duas entregas pequenas numa, mover uma conta para outro veículo ou janela, acrescentar uma encomenda mínima, cobrar a segunda visita semanal, ou trocar uma concessão de serviço por uma concessão de preço, nada disto visível enquanto cada entrega mostra o mesmo número plano.

Perguntas frequentes

O que é o custo de servir em food and beverage?
O custo total de levar produto a um cliente: tempo de rota, carga, cadeia de frio e gestão de devoluções, antes do custo do produto. Varia cerca de duas a três vezes entre entregas.
Porque é que as entregas pequenas custam tanto mais?
O tempo fixo por paragem, estacionar, descarregar, papelada, espalha-se por muito poucas caixas, por isso o custo por caixa dispara numa meia palete.
A cadeia de frio muda o custo de servir?
Sim. Entregas refrigeradas e congeladas carregam transporte refrigerado, carga refrigerada e janelas mais apertadas que uma taxa plana por caixa ignora.
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