Brasil

Da estratégia à execução com TDABC

A maioria das estratégias não fracassa no plano. Fracassa na operação. No Execution Premium, Kaplan e Norton descrevem um sistema de gestão em ciclo fechado, seis etapas que ligam a estratégia às operações e de volta à estratégia. A etapa 4, planejar as operações, é onde a estratégia encontra o dinheiro: alocação de recursos, planejamento de capacidade, melhoria de processos e planejamento de lucratividade. O TDABC é o que torna essa etapa real, com custo medido em vez de rateio e intuição.

Em resumo

O Execution Premium é o sistema de gestão em ciclo fechado publicado por Kaplan e Norton em 2008: seis etapas que ligam a formulação da estratégia à operação do dia a dia. A etapa 4, planejar as operações, é onde vivem as decisões de custo e capacidade, e é nela que o TDABC entra: custo real por atividade, produto e cliente, capacidade prática medida em vez de assumida, e margem real alimentando o monitoramento da etapa 5. Sem isso, a etapa 4 vira orçamento do ano passado mais um percentual, e a estratégia trava entre os slides e a operação.

Onde as estratégias morrem

Por que boas estratégias morrem na execução?

Empresas brasileiras de médio e grande porte raramente sofrem de falta de estratégia. Sofrem de distância demais entre a estratégia e a operação. O planejamento estratégico decide crescer em um segmento, melhorar o nível de serviço, ganhar participação em um canal. Meses depois, o orçamento sai igual ao do ano passado mais um percentual, a capacidade das áreas nunca foi medida e ninguém sabe dizer quanto custa cada iniciativa do plano. A estratégia vive nos slides; o dinheiro vive em outro lugar.

Kaplan e Norton estudaram esse problema durante décadas e o formularam no livro The Execution Premium, de 2008: a maioria das estratégias não fracassa na formulação, fracassa na execução. A resposta deles é um sistema de gestão em ciclo fechado, seis etapas que conectam a estratégia à operação e trazem o aprendizado de volta para a estratégia. Nós trabalhamos a etapa em que quase todo mundo tropeça: a etapa 4, planejar as operações.

O ciclo fechado

Quais são as seis etapas do ciclo fechado?

O sistema de Kaplan e Norton organiza a gestão da estratégia em seis etapas que se repetem continuamente:

  • 1. Desenvolver a estratégia: clarificar missão, valores e visão, analisar o ambiente competitivo e formular a estratégia.
  • 2. Planejar a estratégia: traduzir a estratégia em objetivos e indicadores com o Balanced Scorecard e os mapas estratégicos.
  • 3. Alinhar a organização: unidades de negócio, áreas de apoio e pessoas alinhadas aos mesmos objetivos.
  • 4. Planejar as operações: alocação de recursos, planejamento de capacidade, melhoria de processos e planejamento de lucratividade. É onde a estratégia encontra o dinheiro.
  • 5. Monitorar e aprender: reuniões dedicadas de análise operacional e estratégica, com dados reais.
  • 6. Testar e adaptar: testar as hipóteses da estratégia e ajustá-la, fechando o ciclo e recomeçando.

O ponto crítico não é a estrutura organizacional que coordena o ciclo: é que a etapa 4 exige custo real, e quase nenhuma empresa o tem.

O elo fraco

Por que a etapa 4 é o elo fraco do ciclo?

Planejar as operações significa decidir onde colocar recursos, quanta capacidade adicionar ou remover, quais processos melhorar primeiro e quais produtos e clientes a estratégia deve crescer. Sem custo real, cada uma dessas decisões vira aposta:

  • Recursos sem custo por atividade: o orçamento move dinheiro entre áreas sem saber o que cada atividade consome. As prioridades da estratégia ficam sem preço.
  • Capacidade sem capacidade prática: planeja-se crescimento sem medir quanta capacidade existe de fato, quanto dela é usada e quanto é paga sem uso. A estratégia pede volume e ninguém sabe se há folga ou gargalo.
  • Lucratividade na média: o plano de lucratividade feito sobre margens médias esconde quais clientes e produtos deveriam crescer e quais deveriam ser corrigidos. A média mente nas duas pontas.

A estratégia vira lucro, ou deixa de virar, exatamente na etapa 4. Essa é a lacuna que o TDABC fecha.

TDABC na etapa 4

O que o TDABC muda na etapa 4?

O TDABC, o custeio baseado em atividade e tempo desenvolvido por Robert Kaplan e Steven Anderson, trabalha com dois parâmetros por área: a taxa de custo da capacidade e o tempo que cada transação consome, capturado em equações de tempo alimentadas pelos dados do ERP. Com isso, a etapa 4 deixa de ser palpite e vira decisão medida:

  • Alocação de recursos: cada atividade tem custo por minuto consumido. Dá para comparar as iniciativas do plano pelo custo real, não pelo rateio por faturamento.
  • Planejamento de capacidade: o plano parte da capacidade prática medida e revela a ociosidade de cada área, um número que nenhum rateio tradicional mostra.
  • Melhoria de processos: as prioridades são escolhidas pelo custo medido de cada processo, não pela intuição de quem argumenta mais alto.
  • Planejamento de lucratividade: margem real por produto, cliente e canal alimenta a etapa 5, e as reuniões de monitoramento passam a discutir lucro, não apenas receita e volume.
Exemplo ilustrativo

Exemplo ilustrativo: a estratégia pedia crescimento, a capacidade dizia outra coisa

Exemplo ilustrativo, com números fictícios para mostrar o raciocínio. Uma indústria de bens de consumo fatura R$ 200 milhões por ano e a estratégia pede crescer 20 por cento no canal de pequeno varejo. O modelo TDABC construído na etapa 4 mostra duas coisas que o orçamento tradicional não mostrava: a separação de pedidos já opera a 95 por cento da capacidade prática, e o custo de servir o pequeno varejo é quase o dobro do custo do atacado, por causa de pedidos pequenos, entregas fracionadas e mais ocorrências por pedido.

Com esses números na mesa, a conversa muda. O crescimento continua no plano, mas com pedido mínimo e precificação que cobre o custo de servir do canal; o investimento em capacidade vai para a separação de pedidos, onde está o gargalo real, e não para onde a planilha histórica sugeria. A estratégia é a mesma. A execução deixa de sabotá-la.

O que entregamos

O que entregamos

Trabalho independente, de escopo fechado, tipicamente de 6 a 10 semanas. Não vendemos estratégia nem scorecard: trabalhamos o lado do custo do ciclo, que é a metade que quase todo mundo deixa por fazer.

  • Modelo TDABC ligado à etapa 4: recursos, capacidade e lucratividade no mesmo modelo operacional, conciliado com a contabilidade.
  • Prioridades de processo custeadas: o que financiar primeiro, com impacto estimado de cada melhoria.
  • Visão de lucratividade: margem real por produto e cliente alimentando as reuniões de monitoramento da etapa 5.
  • Elo do mapa estratégico ao custo: da etapa 2 à etapa 4, cada objetivo estratégico com o custo de entregá-lo.
  • Equipe treinada: sua controladoria aprende o método e mantém o modelo depois que saímos. O CostCTRL, nossa plataforma, é opcional para manter o ciclo vivo.
Para quem faz sentido

Para quem isso faz sentido

Para CFOs e líderes de estratégia que rodam um ciclo de gestão estratégica, formal ou informal, e precisam que a etapa 4 seja real. Para escritórios de gestão da estratégia que precisam ligar o scorecard à operação com custo. Para organizações cuja estratégia trava entre os slides e o chão da operação. E para PMOs que não conseguem custear as iniciativas do portfólio para priorizá-las por impacto real na margem.

O sinal mais comum: planejamento estratégico e orçamento são processos separados, com números que não conversam. Quando isso acontece, a etapa 4 não existe de verdade.

Perguntas frequentes

Perguntas frequentes

O que é o Execution Premium?

É o sistema de gestão em ciclo fechado descrito por Robert Kaplan e David Norton no livro The Execution Premium, de 2008. Ele liga a estratégia às operações em seis etapas, do desenvolvimento da estratégia ao teste e adaptação, para que a estratégia formulada vire resultado real.

Onde o TDABC entra nas seis etapas?

Na etapa 4, planejar as operações: alocação de recursos, planejamento de capacidade, melhoria de processos e planejamento de lucratividade. O TDABC custeia essas decisões por atividade, produto e cliente, e alimenta a etapa 5, o monitoramento, com margem real em vez de apenas receita.

Precisamos ter Balanced Scorecard implantado antes?

Não. O scorecard é a etapa 2 do ciclo; nosso trabalho é a etapa 4, e ele funciona mesmo quando o plano estratégico é um documento simples. Se a empresa já tem scorecard e mapa estratégico, melhor ainda: ligamos cada objetivo ao custo de entregá-lo, o que torna o scorecard financeiramente real.

Quanto tempo leva?

Para um primeiro elo entre o plano estratégico e as operações, entregamos um modelo TDABC ligado à etapa 4 em 6 a 10 semanas: alocação de recursos, planejamento de capacidade e visão de lucratividade alimentando o monitoramento. O escopo e o preço são fechados antes de começar.

Precisamos do CostCTRL?

Não para começar. Construímos o modelo e ele é seu, em formato aberto. O CostCTRL, nossa plataforma de custeio e rentabilidade, serve para manter o ciclo vivo: atualiza capacidades, recalcula custo e margem e mantém a etapa 4 conectada ao monitoramento ao longo do tempo, em vez de o modelo morrer numa planilha. Ele é nosso produto, e dizemos isso com transparência.

Veja também

Veja também

Comece pelo Profit Check gratuito: um diagnóstico rápido que mostra onde a sua empresa provavelmente está perdendo margem e se faz sentido ligar a estratégia ao custo real. Se preferir conversar direto, fale conosco e agendamos 30 minutos com um consultor sênior.

M
Ask us anything
usually replies in minutes
Hi. I can answer the quick questions about cost, method and timing right here. For anything specific to your business, I'll hand you to Miguel on WhatsApp.
Free. No bot loops. Straight to a person.