Consultoria TDABC no Brasil
Consultoria TDABC é a implantação do custeio baseado em atividade e tempo (Time-Driven Activity-Based Costing) no seu negócio: um modelo que aloca custos indiretos a produtos, clientes e canais com base no tempo que cada transação consome, usando dados do seu ERP. Nós implantamos TDABC em empresas brasileiras por meio de pilotos de escopo fechado de 4 a 6 semanas, com o modelo entregue funcionando e a sua equipe treinada para mantê-lo.
O TDABC usa taxas de custo de capacidade e equações de tempo alimentadas pelo ERP, dispensando as entrevistas caras do ABC clássico. Nosso piloto de 4 a 6 semanas entrega o modelo funcionando, a rentabilidade por cliente e produto, a capacidade ociosa por área e a sua equipe treinada para rodar tudo de novo no mês seguinte.
O que é TDABC, em uma explicação honesta
O TDABC foi desenvolvido por Robert Kaplan e Steven Anderson como resposta ao problema prático do ABC clássico: o ABC funciona, mas exige entrevistas periódicas para descobrir como as pessoas dividem seu tempo entre atividades, e essas pesquisas envelhecem, custam caro e todo mundo responde que trabalha 100 por cento do tempo.
O TDABC troca as entrevistas por dois parâmetros que se calculam objetivamente:
- Taxa de custo de capacidade: o custo total de um departamento dividido pela sua capacidade prática em minutos. Se a expedição custa R$ 300 mil por mês e tem 500 mil minutos de capacidade prática, a taxa é de R$ 0,60 por minuto (exemplo ilustrativo).
- Equações de tempo: quanto tempo cada transação consome, expresso como fórmula. Separar um pedido = 5 minutos de base + 1 minuto por item + 4 minutos se exigir refrigeração (exemplo ilustrativo).
Multiplique os volumes de transações do ERP pelas equações de tempo e pela taxa, e cada pedido, cliente e produto recebe o custo que de fato consumiu. De quebra, o modelo mostra a diferença entre a capacidade usada e a disponível: a capacidade ociosa de cada área, um número que rateio nenhum revela.
O piloto de escopo fechado: 4 a 6 semanas
Não vendemos programas de transformação de 18 meses. Vendemos um piloto com começo, meio e fim, porque TDABC se prova com um modelo funcionando, não com slides. O formato:
- Semana 1, diagnóstico e escopo: escolhemos juntos o recorte (uma unidade de negócio, uma planta, uma família de produtos ou toda a empresa se o porte permitir), mapeamos as fontes de dados e definimos os entregáveis por escrito.
- Semanas 2 a 4, construção: definimos os cost pools, calculamos as taxas de custo de capacidade, escrevemos as equações de tempo com as pessoas da operação (não em sala fechada) e processamos os dados de transações do período escolhido.
- Semana 5, validação: reconciliamos o modelo com o razão contábil, checamos os resultados com gerentes de área e corrigimos premissas. A regra: se o gerente de logística não reconhece o número dele, o número está errado ou mal explicado, e os dois problemas são nossos.
- Semana 6, decisões e transferência: workshop de resultados com a diretoria, plano de ação priorizado e treinamento hands-on da sua equipe de controladoria ou FP&A.
Ao final, você tem: o modelo TDABC funcionando, a rentabilidade por cliente e produto calculada, a capacidade ociosa por departamento medida, e gente da casa capaz de rodar tudo de novo no mês seguinte.
O que você recebe, item a item
- Mapa de cost pools e taxas de custo de capacidade por departamento.
- Biblioteca de equações de tempo documentadas e validadas pela operação.
- Rentabilidade por produto, cliente e canal, com curva da baleia.
- Relatório de capacidade usada versus capacidade ociosa por área.
- Reconciliação completa com a contabilidade do período.
- Plano de ação priorizado por impacto e esforço.
- Treinamento da equipe interna e documentação do modelo.
Exemplo ilustrativo: indústria de alimentos
Exemplo ilustrativo, com números fictícios. Uma indústria de alimentos com 800 SKUs custeia tudo por rateio sobre horas-máquina. O TDABC piloto, focado em uma planta, mostra que os SKUs de baixo giro consomem setups desproporcionais: um SKU que representa 0,3 por cento do volume consome 4 por cento do tempo de setup da linha. Recalculado o custo, 120 SKUs que pareciam ter margem positiva ficam negativos. As decisões: consolidação de apresentações, lote mínimo de produção para a cauda e repricing de itens sob encomenda. O modelo também revela 18 por cento de capacidade ociosa na linha de envase, o que muda a conversa sobre o investimento em uma linha nova que estava no orçamento.
Onde o TDABC funciona melhor
O método brilha onde os custos indiretos são relevantes e a complexidade transacional varia muito entre clientes ou produtos: distribuição e atacado, varejo, indústria de bens de consumo, logística, saúde (custo por paciente e por procedimento), bancos e serviços financeiros, e serviços profissionais. Se seus custos indiretos são 5 por cento do total e todos os clientes compram do mesmo jeito, seja honesto consigo: você não precisa de TDABC, e nós diremos isso no diagnóstico.
Erros comuns de implantação (que evitamos por método)
- Modelar demais na primeira versão: 40 atividades bem escolhidas superam 400 mal mantidas. Começamos simples e refinamos onde o dinheiro está.
- Buscar precisão de centavos: o objetivo é decisão, não perfeição. Um modelo aproximadamente certo em semanas vale mais que um exatamente certo que nunca fica pronto.
- Ignorar a capacidade prática: usar capacidade teórica (100 por cento do tempo contratado) infla as taxas e esconde a ociosidade. Usamos capacidade prática, tipicamente 80 a 85 por cento da teórica.
- Fazer do modelo um projeto de TI: TDABC é um projeto de gestão que usa dados, não um projeto de sistema. A integração vem depois que o modelo prova valor.
- Não transferir o conhecimento: modelo que só o consultor entende morre quando o consultor sai. Por isso o treinamento da equipe é entregável obrigatório, não opcional.
Dados necessários: menos do que você imagina
Para o piloto, pedimos exportações que sua equipe já sabe gerar do ERP e dos sistemas operacionais: razão contábil ou custos por centro de custo, folha por departamento, cadastro de produtos e clientes, e as transações do período (pedidos, notas, entregas, ordens de produção, chamados). Não é preciso integração em tempo real, não é preciso trocar de sistema, e dados imperfeitos raramente inviabilizam: tratamos a qualidade dos dados como parte do trabalho, não como pré-requisito.
Ferramenta: planilha, BI ou CostCTRL
O modelo do piloto pode ser entregue em formato aberto, mantido em planilha ou no seu BI. Para rodar o modelo todo mês sem retrabalho, a maioria dos clientes adota uma plataforma especializada, e aqui vai a transparência devida: o CostCTRL é nosso produto, uma plataforma de modelagem TDABC e rentabilidade que construímos exatamente para esse uso. Quando o recomendamos, você sabe que temos interesse comercial. O método e o modelo são seus independentemente da ferramenta: se preferir manter tudo em planilha ou levar o modelo para outra plataforma, o projeto termina do mesmo jeito, com tudo documentado.
Investimento
O piloto tem escopo fechado e preço fixo, definido antes do início, sob consulta. A proposta explicita entregáveis, prazo e o que precisamos de você. Se durante o diagnóstico concluirmos que o retorno provável não justifica o projeto, dizemos isso e paramos por aí.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre TDABC e ABC tradicional?
O ABC tradicional aloca custos a atividades com base em entrevistas e pesquisas de distribuição de tempo, que custam caro para manter e envelhecem rápido. O TDABC substitui isso por taxas de custo de capacidade e equações de tempo alimentadas por dados transacionais do ERP, o que torna o modelo mais simples, mais barato de manter e capaz de medir capacidade ociosa.
Nossa empresa é média, TDABC não é coisa de multinacional?
Não. O TDABC ficou mais acessível justamente porque dispensa as pesquisas caras do ABC clássico. Empresas a partir de algumas dezenas de milhões de reais de faturamento, com custo indireto relevante e complexidade de mix ou de clientes, têm retorno claro.
O piloto interrompe a rotina da nossa equipe?
Pouco. Precisamos de algumas horas de gente-chave da operação para validar equações de tempo, e da controladoria para as bases de dados. O trabalho pesado de modelagem é nosso; a sua equipe entra para validar e para aprender.
E depois do piloto, viramos dependentes da consultoria?
O objetivo declarado é o contrário: entregamos o modelo documentado e treinamos sua equipe para mantê-lo. Muitos clientes seguem sozinhos; outros nos chamam para expandir o escopo ou contratam o CostCTRL, que é nosso produto, para automatizar a atualização mensal. As três saídas são legítimas.
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