Lean e Six Sigma com TDABC
Resposta rápida. Lean e Six Sigma dizem quanto tempo uma melhoria economiza. Raramente dizem quanto lucro ela gera.
Lean e Six Sigma dizem quanto tempo uma melhoria economiza. Raramente dizem quanto lucro ela gera. O custeio TDABC coloca um valor monetário em cada minuto poupado e em cada desperdício eliminado, ligando a melhoria do processo à lucratividade real. Sem isso, muitos projetos melhoram a operação e nunca aparecem no resultado.
Lean e Six Sigma com TDABC
Resposta rápida. Lean e Six Sigma dizem quanto tempo uma melhoria economiza. Raramente dizem quanto lucro ela gera.
Lean e Six Sigma mostram quanto tempo um processo poupa; poucas vezes mostram quanto dinheiro ele gera. O TDABC (custeio baseado no tempo) coloca um preço em cada minuto poupado e o rastreia até os produtos e clientes afetados. Assim, a melhoria fica justificada em reais, o custo do desperdício e da capacidade ociosa fica visível, e você prioriza os projetos pelo retorno financeiro, não só pelo ganho operacional.
Lean, Kaizen, Six Sigma e TDABC partem do mesmo lugar. Todos dependem de mapear os processos e as atividades em detalhe e de capturar dados reais de tempo. Essa base compartilhada é o que faz o TDABC encaixar de forma natural em um programa de melhoria que já existe: ele trabalha sobre o mesmo mapa. A diferença está no que cada método faz depois.
A maioria dos projetos de melhoria tem sucesso na operação e fracassa no financeiro. O processo melhora, o tempo de ciclo cai, a variação diminui. E a economia nunca chega ao resultado da empresa. Há três razões comuns para isso:
É exatamente essa lacuna que o TDABC fecha. O Lean mostra os minutos. O TDABC dá preço a eles e diz se viraram lucro, e onde.
O TDABC trabalha com dois parâmetros: a taxa de custo da capacidade e as equações de tempo. Quando um projeto Kaizen ou Six Sigma muda um processo, você altera a equação de tempo e o TDABC recalcula o custo na hora, sem reconstruir o modelo.
Cada atividade tem uma equação de tempo. Quando o Lean remove etapas ou o Six Sigma reduz a variação, essa equação muda. O TDABC multiplica o novo tempo pela taxa de custo da capacidade e devolve o novo custo. E porque parte da capacidade prática, ele mostra o tempo que foi liberado. Esse número é a decisão: remover o recurso ou realocá-lo. Enquanto a capacidade fica ociosa, a melhoria ainda não é lucro.
Os números a seguir são ilustrativos, para mostrar o raciocínio. Imagine que uma equipe Kaizen reduz o tempo de setup de uma linha de 240 minutos para 120 minutos. O Lean encontrou os 120 minutos poupados. Sozinho, esse dado ainda não é dinheiro.
O TDABC entra em seguida. Ele recalcula o custo dos produtos afetados por aquele setup: o custo da atividade cai, e a margem desses produtos sobe. Ao mesmo tempo, ele mostra os 120 minutos que foram liberados. Se esse tempo for removido ou realocado para outra demanda, a economia vira ganho real e recorrente. Se a máquina ou a pessoa ficarem paradas, o ganho que chega ao resultado é zero. A melhoria só é economia quando a capacidade liberada é removida ou realocada.
E o impacto não é sobre a empresa em bloco. A mesma melhoria sobe pelos níveis: muda o custo de cada pedido, muda a margem de cada produto ou SKU, muda a lucratividade de cada cliente e de cada canal, até chegar ao lucro total. Um painel de Lean ou uma carta de projeto Six Sigma não mostram essa cascata. O TDABC mostra.
Quando cada melhoria tem um valor monetário, a fila de projetos deixa de ser decidida pela intuição. Você compara o ganho de lucro estimado de cada iniciativa e concentra a equipe onde o retorno é maior. Na prática, isso significa:
Você não precisa trocar de metodologia. O TDABC se apoia no mesmo mapa de processos e nos mesmos dados de tempo que o seu programa Lean ou Six Sigma já produz. O ponto de partida é modelar uma ou duas atividades onde há melhorias em andamento, calcular a taxa de custo da capacidade e traduzir os minutos poupados em reais. A partir da capacidade prática e das equações de tempo, o modelo já mostra o desperdício, a capacidade ociosa e o ganho real de cada melhoria. Com dados que a empresa já tem, saídos do ERP e dos dados financeiros e operacionais, dá para começar sem projeto longo nem sistema caro.
Lean e Six Sigma dizem quanto tempo uma melhoria economiza; raramente dizem quanto lucro ela gera. O TDABC coloca um preço em cada minuto poupado e o rastreia até os produtos e clientes afetados. Assim a melhoria fica justificada em dinheiro, e o impacto na margem fica visível, não só o ganho operacional.
Em geral por três motivos: a economia é registrada como custo evitado e não chega ao caixa; a capacidade liberada fica ociosa e continua sendo paga; ou falta um caso de negócio que ligue a melhoria ao lucro. O TDABC fecha essa lacuna ao dar valor monetário à melhoria e mostrar a capacidade liberada.
Capacidade ociosa é o tempo de pessoas ou máquinas que você paga mas não usa. Quando uma melhoria libera tempo e ninguém remove ou realoca esse tempo, ele vira capacidade ociosa: o ganho operacional existe, mas não vira lucro. O TDABC torna essa capacidade liberada visível para você decidir o que fazer com ela.
Não. O TDABC usa o mesmo mapa de processos e os mesmos dados de tempo que o Lean e o Six Sigma já geram. Ele se soma ao programa existente para traduzir os ganhos em lucro, sem substituir as ferramentas de melhoria que você já usa.
Prova
Um distribuidor na Nova Zelândia. €1,335M de custo de servir tornado visível, depois reduzido à metade, e 830 clientes deficitários reduzidos a 295.
Ler o estudo de caso →Com quem você vai falar
Miguel Guimarães, Sócio-fundador
Trabalhando com custos e lucro há mais de 25 anos. Apresentou o caso de cost-to-serve da Damco no Managing for Profit (Amsterdã RAI, dezembro de 2009), no mesmo programa que Robert S. Kaplan.
Ligue +351 910 313 731
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