Saúde Baseada no Valor

Toda a gente fala de Saúde Baseada no Valor. Poucos mediram o custo.

A equação do valor é resultados a dividir por custo. Os resultados têm standards, como os conjuntos ICHOM. O lado do custo é a lacuna. Fechamo-la com TDABC, o método que Kaplan e Porter recomendam desde 2011.

Cost and Profitability Consulting · 25 anos de TDABC · Plataforma CostCTRL
? ? ? Resultados que importam Recuperacao Sobrevivencia Qualidade de vida Custo total ao longo do ciclo de cuidados Consulta Imagiologia Cirurgia Internamento Reabilitacao Seguimento
01A equação do valor

Valor é o que importa ao doente, a dividir pelo que custou.

Numerador
Resultados que importam ao doente

Custo total ao longo do ciclo completo de cuidados
Denominador

A maioria dos programas de VBHC mede o numerador e estima ou ignora o denominador. Uma revisão sistemática da medição de custos em VBHC concluiu que metade dos estudos usava reembolso ou faturação em vez do custo real do prestador. O reembolso reflete o que foi cobrado, não o que foi consumido.

Fonte: revisão sistemática da medição de custos em VBHC, PubMed 36600363.

NUMERADOR · RESULTADOS Resultados que importam SobrevivênciaRecuperaçãoQualidade de vida Valor = DENOMINADOR · CUSTO Custo por ciclo de cuidados medido recurso a recurso, não faturado é esta a lacuna
02A lacuna de implementação

A maior barreira à VBHC não é falta de conhecimento. É a lacuna entre saber e fazer.

Os resultados medem-se, o custo não

A contabilidade hospitalar tradicional usa médias e alocações. Sabe o custo médio de uma cama-dia, não o que um doente concreto consumiu ao longo do seu ciclo de cuidados.

Reembolso não é custo

Os dados de DRG e de faturação dizem-lhe o que foi cobrado. Não conseguem dizer-lhe o que um ciclo de cuidados consumiu de facto, em pessoas, equipamento e tempo.

Inércia do fee-for-service

Os incentivos continuam a recompensar o volume. Sem o custo real por ciclo, é difícil construir os modelos de pagamento baseados no valor que recompensariam o resultado.

Fonte: scoping review Frontiers 2025 sobre VBHC. As compras baseadas no valor (Value-Based Purchasing) e o TDABC foram os modelos de financiamento mais frequentemente reportados.

03Porquê TDABC

O TDABC é o motor. Resultados sem custo é meia equação.

Em 2011, na Harvard Business Review, Kaplan e Porter publicaram "How to Solve the Cost Crisis in Health Care". O método que propuseram foi o Time-Driven Activity-Based Costing. Dá o custo exato e transparente de tratar uma condição clínica ao longo de um ciclo completo de cuidados.

Dois parâmetros

O TDABC precisa apenas de dois: a taxa de custo da capacidade (capacity cost rate) de cada recurso e as equações de tempo de cada atividade. A partir daí, o custo de qualquer ciclo de cuidados é a soma do tempo de cada recurso, ao seu custo por minuto.

Capacidade não utilizada

Porque parte da capacidade prática, não da capacidade teórica, o TDABC revela a capacidade não utilizada que as médias escondem. É aí que aparecem as alavancas de melhoria: tempo de sala, blocos cirúrgicos, equipamento de imagem parados.

DiagnósticoMIN DE CAPACIDADE40 minPré-opMIN DE CAPACIDADE65 minIntervençãoMIN DE CAPACIDADE210 minInternamentoMIN DE CAPACIDADE320 minReabilitaçãoMIN DE CAPACIDADE140 minSeguimentoMIN DE CAPACIDADE30 min

Onde o tempo e o custo se acumulam ao longo do ciclo de cuidados.

04A framework

Os sete passos de Kaplan para medir o custo na saúde.

A abordagem de sete passos do TDABC aplicada a uma condição clínica e a um ciclo completo de cuidados. É a metodologia que usamos, adaptada à realidade de prestadores públicos e privados.

01Definir acondição clínicae o limite dociclo02Mapear a cadeiade valor daprestação03Construirequações de tempopor atividade04Custo de cadarecurso05Capacidadeprática e taxa decusto dacapacidade06Custo total dociclo07Revelarcapacidade nãoutilizada ealavancas
01
Definir a condição clínica
Escolher a condição clínica ou a linha de cuidados e o limite do ciclo: do primeiro contacto à recuperação.
Recebe
Âmbito do ciclo
02
Mapear a cadeia de valor
Construir os mapas de processo da prestação de cuidados: cada atividade, cada recurso, na ordem em que o doente os percorre.
Recebe
Mapas de processo
03
Estimar os tempos
Obter o tempo de cada atividade e construir as equações de tempo que captam a variação por tipo de doente.
Recebe
Equações de tempo
04
Custear cada recurso
Estimar o custo de fornecer cada recurso de prestação de cuidados: pessoal, espaço, equipamento e consumíveis.
Recebe
Custo dos recursos
05
Capacidade e taxa de custo
Estimar a capacidade prática de cada recurso e calcular a taxa de custo da capacidade: custo por minuto disponível.
Recebe
Capacity cost rate
06
Custo total do ciclo
Calcular o custo total dos cuidados ao doente ao longo do ciclo, multiplicando cada tempo pela taxa de custo da capacidade.
Recebe
Custo por ciclo
07
Revelar a capacidade não utilizada
Revelar a capacidade não utilizada e as alavancas de melhoria: onde há tempo, espaço e equipamento que se paga e não se usa.
Recebe
Alavancas de melhoria
05O que entregamos

Um número de custo defensável, e a equipa que o sabe manter.

01

Custo medido por ciclo

O custo real por ciclo de cuidados de uma condição de alto impacto, em 6 a 10 semanas.

02

Mapa e equações

Um mapa de processo e as equações de tempo que a sua equipa passa a ter como seus.

03

Curva de capacidade

A curva de capacidade não utilizada, que mostra onde o custo se paga e não se usa.

04

Número defensável

Um custo defensável para conversas de pricing, contratação e reembolso baseado no valor.

05

Plataforma CostCTRL

O CostCTRL para manter o modelo vivo: capacidades, custos por ciclo e capacidade não utilizada ao longo do tempo.

Independentes. Não vendemos resultados nem reembolso. Vendemos o custo e a fiabilidade desse custo. É a metade da equação que a maioria dos programas deixa por fazer, e é a única em que trabalhamos.

06A evidência

O TDABC já foi aplicado a dezenas de linhas de cuidados.

€0 aqui o valor vira perda LINHAS DE CUIDADOS · DA MAIS À MENOS RENTÁVEL MARGEM CUMULATIVA linhas de alto volume erodem o pico

Ilustrativo: margem cumulativa por linha de cuidados, reembolso vs custo real TDABC.

Revisão sistemática · Value in Health
O TDABC na gestão de doentes internados, sintetizado numa revisão sistemática.
Uma revisão sistemática publicada na Value in Health analisou a aplicação do TDABC à gestão de doentes internados em vários contextos clínicos.
S1098-3015(20)30130-3
Value in Health
Pilotos · cirurgia
Pilotos de TDABC em colonoscopia, substituição de válvula aórtica e túnel cárpico.
Estudos-piloto aplicaram o TDABC a diferentes procedimentos para revelar o custo real por ciclo e a capacidade não utilizada.
PMC5827916
PubMed Central
Hospital público · Itália
TDABC na substituição da anca num hospital público italiano.
Um estudo aplicou o TDABC ao ciclo de cuidados da artroplastia da anca num hospital público em Itália.
PMC9736729
PubMed Central
Oncologia · 2025
TDABC num serviço de quimioterapia de um hospital oncológico público, 2025.
Um estudo de 2025 aplicou o TDABC ao serviço de quimioterapia de um hospital oncológico público.
PMC12539845
PubMed Central

Em Portugal, o contexto de Saúde Baseada no Valor é trabalhado por iniciativas como o VOH.CoLAB e a APAH. Exemplos ilustrativos, citados pela sua referência. Não inventamos números.

07Para quem é

Para quem precisa que o lado do custo seja real.

  • 01
    CFOs e administradores hospitalares que precisam de um custo por ciclo defensável perante a tutela ou o conselho.
  • 02
    Diretores clínicos de linhas de cuidados que querem saber o custo real do que a sua equipa entrega.
  • 03
    Prestadores públicos e privados a preparar contratos ou pagamentos baseados no valor.
  • 04
    Qualquer equipa a iniciar ou a gerir um programa de VBHC que precisa que o denominador da equação seja real.
Setor
Hospitais públicosHospitais privadosClínicas e centros
Função
CFO / AdministraçãoDireção clínicaControlo de gestão
08Perguntas frequentes

O que perguntam antes de começar.

O que é a Saúde Baseada no Valor (VBHC)?
Um modelo em que o valor se define como os resultados que importam ao doente a dividir pelo custo total ao longo do ciclo completo de cuidados. A maioria dos programas mede bem os resultados e estima ou ignora o custo. É esse lado que medimos com TDABC.
Porque é que o custo é o elo em falta na VBHC?
Porque os resultados têm standards, como os conjuntos ICHOM, mas o custo continua a vir da contabilidade hospitalar tradicional, baseada em médias e alocações. Uma revisão sistemática da medição de custos em VBHC concluiu que metade dos estudos usava reembolso ou faturação em vez do custo real do prestador.
Porque é que o reembolso não é o mesmo que o custo?
Porque o reembolso, os dados de DRG e a faturação refletem o que foi cobrado, não o que foi consumido. Dois doentes com o mesmo código de reembolso podem ter consumido recursos muito diferentes. Só uma medição do custo real, recurso a recurso, mostra o que um ciclo de cuidados custou de facto.
Porque é que o TDABC é o método recomendado para medir o custo em VBHC?
Porque foi desenhado para isso. Kaplan e Porter recomendam o Time-Driven Activity-Based Costing desde 2011, no artigo da Harvard Business Review sobre a crise de custos na saúde. Dá o custo exato e transparente de tratar uma condição clínica ao longo de um ciclo completo de cuidados.
Quanto tempo leva medir o custo de uma linha de cuidados?
Para uma condição de alto impacto, entregamos um custo medido por ciclo de cuidados em 6 a 10 semanas. Recebe o mapa de processo, as equações de tempo e a curva de capacidade não utilizada, com a equipa interna a aprender o método à medida que avança.
Vendem resultados clínicos ou reembolso?
Não. Somos independentes. Não vendemos resultados nem reembolso. Medimos o custo e a fiabilidade desse custo. É a metade da equação que a maioria dos programas de VBHC deixa por fazer, e é a única em que trabalhamos.
Para quem é esta abordagem?
Para CFOs e administradores hospitalares, diretores clínicos de linhas de cuidados, prestadores públicos e privados, e qualquer pessoa a iniciar ou a gerir um programa de VBHC que precisa que o lado do custo seja real, e não estimado.
Como é que o CostCTRL mantém o modelo vivo?
Depois de medirmos o custo de uma linha de cuidados, o CostCTRL, a nossa plataforma, mantém o modelo TDABC em funcionamento: atualiza capacidades, recalcula custos por ciclo e acompanha a capacidade não utilizada ao longo do tempo, em vez de o modelo morrer numa folha de cálculo.
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